Barra
Connect with us

Business

A Síndrome da Mulher Boazinha: o silêncio que adoece o amor e aprisiona a alma – Dra Maria Fernanda Amaral

Published

on

Ela é gentil, compreensiva e está sempre disposta a ajudar. Vive para agradar — o parceiro, os filhos, os amigos, o trabalho. Raramente diz “não”. E, aos poucos, sem perceber, desaparece de si mesma. Essa é a chamada Síndrome da Mulher Boazinha, um fenômeno psíquico e social que tem ganhado cada vez mais atenção de psicólogos e psicanalistas por representar um padrão de comportamento profundamente enraizado no feminino.

De acordo com a psicanalista Dra. Maria Fernanda Amaral, referência internacional no atendimento de mulheres com dores afetivas e emocionais, esse comportamento nasce da crença inconsciente de que amar é se anular. “Essas mulheres acreditam que só serão amadas se forem perfeitas, se estiverem sempre disponíveis. Mas esse é um amor condicionado ao medo — o medo de decepcionar, de ser rejeitada, de ficar sozinha”, afirma.

O feminino que se apaga para ser aceito

A mulher “boazinha” não nasce assim; ela é ensinada a ser. Desde a infância, muitas escutam frases como ‘menina educada não reclama’ ou ‘boazinha não levanta a voz’. Com o tempo, aprendem a suprimir desejos e sentimentos em nome da harmonia. “Elas foram treinadas a agradar e a se adaptar. Acreditam que o valor próprio vem do quanto conseguem ser úteis ou queridas pelos outros”, explica Amaral.

Essa postura, embora pareça virtuosa, é um mecanismo de defesa emocional. Segundo a psicanalista, a mulher boazinha não age por altruísmo, mas por medo: “Ela não ama verdadeiramente — ela se protege do abandono. Sua doação é uma tentativa inconsciente de garantir amor e pertencimento.”

Com o passar dos anos, o resultado é devastador. Surgem relações abusivas, esgotamento emocional e uma profunda sensação de vazio. “Muitas dizem: ‘eu faço tudo certo e mesmo assim não sou feliz’. Porque o amor que se oferece sem limite se transforma em prisão”, complementa a especialista.

Quando o amor vira sintoma

Freud já dizia que o amor pode ser uma tentativa de reparar uma ferida narcísica — uma busca pelo olhar que faltou na infância. A mulher boazinha vive exatamente isso: tenta preencher, através do outro, o amor que nunca sentiu por si mesma. “Ela busca no parceiro ou nas pessoas ao redor a validação que perdeu. É um amor que repete a falta, não que a cura”, comenta Amaral.

O psicanalista Jacques Lacan reforça que “o desejo do homem é o desejo do Outro”. A mulher boazinha vive nesse espelho: existe apenas no reflexo do desejo alheio. “Ela quer ser amada, mas não sabe o que quer para si. E esse é o ponto mais cruel — quando o amor se torna o oposto da liberdade”, diz.

O corpo que fala o que a alma cala

As consequências não são apenas emocionais. Segundo Amaral, o corpo dessas mulheres fala o que a boca não ousa dizer: “Elas vivem cansadas, com dores difusas, insônia e ansiedade. O corpo grita o que a psique silencia.”

Donald Winnicott descreveu esse fenômeno como o “falso self” — uma identidade moldada para agradar, enquanto o verdadeiro eu permanece escondido. “Essas mulheres me dizem: ‘não sei quem eu sou sem o outro’. E esse é o momento em que a cura pode começar”, afirma.

Da submissão à individuação

O processo terapêutico é, antes de tudo, um retorno para si. “A cura não está em deixar de ser boa, mas em aprender a ser inteira. Dizer não é um ato de amor — não de egoísmo”, explica Amaral. Ela lembra as palavras de Jung sobre o processo de individuação: encontrar o próprio centro é o antídoto para a fragmentação.

O despertar

“Ser boa para os outros não pode significar ser cruel consigo mesma”, conclui Amaral.

A Síndrome da Mulher Boazinha é o reflexo de uma cultura que ensinou o feminino a servir, não a ser. Mas toda mulher pode reacender — basta uma fagulha de coragem para olhar para si com o mesmo amor com que sempre olhou para os outros.

Continue Reading
Advertisement

Business

Blockchain e segurança cibernética: o próximo nível de proteção para empresas brasileiras

Published

on

O contador e CEO da Trivium Estratégia & Auditoria, Cláudio Lasso, afirma que esse assunto já chegou a pequenas empresas

Há uma mudança clara no tipo de risco que mais preocupa os empresários hoje. Não é apenas risco tributário ou financeiro. É risco digital, operacional e reputacional. Segundo o contador e CEO da Trivium Estratégia & Auditoria, Cláudio Lasso, à medida que empresas se tornam mais dependentes de sistemas, integrações e dados, a exposição a fraudes, vazamentos e manipulações aumenta. “O problema é que muitos negócios ainda operam com estruturas de segurança incompatíveis com o nível de digitalização que já atingiram”, disse ele.

Cláudio afirma, que nesse contexto, tecnologias como blockchain e práticas mais avançadas de segurança cibernética deixam de ser assunto restrito a grandes corporações e passam a ser pauta estratégica também para médias e pequenas empresas.

O novo cenário de risco

Segundo Lasso, as fraudes hoje não acontecem apenas por erro humano direto. “Elas surgem de acessos indevidos, manipulação de registros, falhas de integração entre sistemas e ausência de trilha confiável de informações. Em auditorias, isso se traduz em dificuldade de rastrear eventos, validar dados e garantir integridade das informações. Quando não há confiança nos dados, não há governança. E sem governança, qualquer crescimento fica vulnerável”, pontua.

O papel do blockchain na auditoria e no controle

O empresário destaca que blockchain surge como uma solução relevante exatamente nesse ponto. Sua principal característica é a imutabilidade dos registros. “Uma vez registrado, o dado não pode ser alterado sem deixar rastro. Isso cria um ambiente muito mais seguro e transparente para auditorias, controles internos e validação de informações sensíveis”.

Cláudio afirma que, na prática, o uso de blockchain permite:

trilhas de auditoria mais confiáveis,

redução de risco de manipulação de dados,

maior transparência entre partes,

validação automática de registros e transações.

Para empresas, isso significa menos dependência de controles manuais e mais confiança nos próprios sistemas.

Segurança cibernética como prioridade de gestão

“Blockchain sozinho não resolve tudo. Ele precisa estar inserido em uma estratégia mais ampla de segurança cibernética. Isso inclui controle de acessos, gestão de perfis, proteção de dados sensíveis, monitoramento contínuo e cultura interna de segurança”, completa.

Ele afirma que erro mais comum que vejo é tratar segurança como custo técnico e não como proteção do negócio. “Vazamento de dados, fraude digital ou paralisação de sistemas afetam diretamente caixa, imagem e continuidade operacional”.

Cláudio Lasso fez alertas ao empresário brasileiro:

Minha leitura é clara: empresas que não evoluírem seus controles digitais estarão mais expostas nos próximos anos. O ambiente regulatório ficará mais rigoroso, clientes mais exigentes e parceiros mais cautelosos.

A pergunta deixou de ser “se” um incidente pode acontecer. Passou a ser “quando” — e quão preparada a empresa estará para responder.

A melhoria começa com estrutura

Minha recomendação ao empresário brasileiro é objetiva:

reveja seus processos de controle e auditoria,

invista em tecnologia que garanta rastreabilidade e integridade dos dados,

trate a segurança cibernética como parte da estratégia, não como acessório.

“Blockchain não é moda. É infraestrutura de confiança.Segurança digital não é exagero. É proteção de valor. Empresas que entendem isso não apenas reduzem risco. Elas ganham credibilidade, previsibilidade e maturidade para crescer em um ambiente cada vez mais digital”, conclui o sócio da Trivium.

Continue Reading

Business

EBAC, referência em jogo responsável, lança ferramenta genuinamente brasileira para identificar jogadores de risco no país

Published

on

Novidade auxilia casas de aposta a entrarem em conformidade com a regulamentação brasileira

De acordo com a lista de bets legalizadas no Brasil, recém divulgada pelo Ministério da Fazenda (janeiro/2026), o país acaba de alcançar o número de 199 casas de apostas em conformidade com a regulamentação do setor.

Com esse boom no mercado nacional e a crescente popularidade das apostas esportivas, algumas das maiores e mais conceituadas marcas do mundo já estão marcando presença no Brasil, demandando das empresas uma responsabilidade maior pelos jogadores, principalmente no que se refere à prevenção da compulsividade.

Referência em jogo responsável, a EBAC – Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo – dá mais um passo rumo à conformidade do setor e lança Pulse, plataforma desenvolvida no Brasil e que identifica, monitora e classifica o nível de risco de compulsividade dos usuários em operadoras, prevenindo casos de ludopatia e permitindo eventuais ações por parte das empresas.

A solução já em uso pela Casa de Apostas, compila informações fornecidas pelas operadoras e analisa KPI´s como informações sobre depósitos, volume de apostas, frequência dos apostadores, padrão de login, tempo de uso e histórico de prêmios para traçar um perfil do usuário, dentro de janelas de observação de 30 dias. Toda essa metodologia criada pela EBAC transforma dados comportamentais e de consumo em insights acionáveis.

A partir da avaliação desses dados, Pulse emite um score para o apostador e identifica o padrão de comportamento como sendo ‘estável’, ‘moderado’ ou ‘intenso’. O risco para desenvolvimento de transtorno do jogo também é avaliado e informado, podendo ser baixo, médio ou alto.

A segmentação desses critérios ocorre no início da jornada, de forma inteligente, dentro da plataforma. Somente são selecionados IDs com potencial relevante para o vício, evitando assim sobrecarga no sistema e facilitando a tomada de decisões mais assertivas e focadas.

Para as operadoras, Pulse entrega: identificação precoce de apostadores em risco; possibilidade de  intervenções proporcionais ao risco; redução de intercorrências regulatórias e reputacionais; e diferencial competitivo, uma vez que a operação ganha credibilidade no mercado.

Para Cristiano Costa, diretor de conhecimento da EBAC, a plataforma deve contribuir para que a própria indústria de apostas online seja capaz de regular as interações com os consumidores, criando assim, ambientes mais seguros e profissionalizados.

“Mais do que prevenir crises nas operadoras, queremos conscientizar o setor e a sociedade sobre a atuação real das bets no Brasil, promover o encaminhamento adequado de apostadores compulsivos ao tratamento adequado e oferecer consultoria aos agentes desse ecossistema, sobre a prevenção da ludopatia”, revela Cristiano.

Atualmente, o Brasil está em 5º lugar no ranking de países com os maiores mercados globais de bets, conforme dados da consultoria internacional Regulus Partners. Em relação ao volume de acessos aos jogos, o país é líder absoluto, com quase 25% de todos os acessos ao segmento no mundo, como revela estudo da Similarweb.

Continue Reading

Business

Muito além da beleza: Duda Lopes transforma autoestima com propósito e sensibilidade

Published

on

Por trás dos traços suaves, da estética delicada e de um olhar apurado, existe uma história marcada por coragem, transição e propósito. Maria Eduarda Oliveira Lopes, ou simplesmente Duda Lopes, é biomédica esteta em Divinópolis (MG) e enxerga sua profissão como um caminho de transformação não só de rostos, mas de vidas. Com uma abordagem que combina ciência, sensibilidade e naturalidade, ela acredita que a estética pode ser uma ponte para a reconexão com a essência de cada pessoa.

 

Filha de mãe baiana e pai mineiro, Duda carrega consigo uma combinação única de força e doçura. Seu encontro com o universo da beleza aconteceu cedo, quando começou a atuar como maquiadora uma profissão que exerceu por mais de sete anos e que lhe ensinou muito mais do que técnicas: ensinou a escutar com atenção, a enxergar além da superfície e a valorizar o que há de mais único em cada rosto. Foi mergulhando no visagismo que seu olhar clínico se desenvolveu, e esse diferencial a acompanha até hoje.

 

Com essa visão artística e apurada, Duda logo conquistou seu espaço em Divinópolis e também nas redes sociais. Chegou a atuar como influenciadora e social media, o que a ajudou a consolidar um posicionamento de marca coerente com seus valores: uma estética com propósito, sem exageros e cheia de verdade. Nesse contato próximo com o público, ouvindo histórias e acompanhando mudanças, ela entendeu que podia ir além da maquiagem e se aprofundar no universo da estética avançada com um novo olhar: o de devolver brilho ao olhar e confiança à imagem.

 

Formada em Biomedicina, com habilitação em Estética Avançada, Duda se especializou em procedimentos como harmonização facial, toxina botulínica, preenchimentos estratégicos, skinbooster e protocolos autorais que priorizam a naturalidade. Mais do que técnica, seu trabalho carrega um olhar que respeita a anatomia, a identidade e os traços de cada paciente.

“Não é sobre transformar. É sobre valorizar o que já é bonito. Quero que a pessoa se veja no espelho e se reconheça só que mais segura de si”, explica.

 

A mudança da maquiagem para a estética foi um passo corajoso. “Abrir mão das minhas clientes da maquiagem foi uma das decisões mais difíceis que já tomei. Era algo que eu amava profundamente. Tive que fechar meu estúdio e recomeçar do zero em uma mini sala”, relembra. Mesmo com medo, ela escolheu confiar no seu propósito. Hoje, seu consultório é um ambiente acolhedor, pensado para ser um refúgio emocional e estético. Um espaço onde cada detalhe carrega sua essência: leveza, sofisticação e cuidado.

 

Ao longo dessa jornada, muitos dos momentos mais marcantes vieram de suas próprias pacientes mulheres que se emocionaram ao se verem de novo, agora mais confiantes e conectadas com sua beleza. “Esses retornos me mostram que estou no caminho certo. Saber que o que faço acolhe, toca e transforma… é isso que me move”, conta. É esse reconhecimento verdadeiro, vindo de quem vive a experiência, que confirma o valor do seu trabalho todos os dias.

 

Apesar de atender, em sua maioria, mulheres, Duda também cuida de homens que buscam resultados sutis e naturais. Seu compromisso é sempre o mesmo: realçar o que já existe de bonito, com responsabilidade e respeito.

 

Nas redes sociais, ela compartilha seu dia a dia e seus conhecimentos em dois perfis no Instagram: @dra.dudalopes e @bydudalopesbeauty_. Em ambos, transmite informação de forma leve, quebra padrões e mostra que é possível cuidar da aparência sem abrir mão da autenticidade.

“Quero mostrar que dá pra se cuidar sem perder quem você é. A beleza não precisa seguir um padrão ela pode (e deve) ser sobre identidade”, afirma.

 

Sua audiência é formada principalmente por mulheres modernas, vaidosas e conectadas com temas como beleza, autocuidado, bem-estar e moda. Mulheres que se identificam com o estilo de vida que Duda compartilha: leve, sofisticado e cheio de propósito o chamado “soft luxury”. Para elas, Duda é mais do que referência em estética: é inspiração.

 

 

E os planos para o futuro já começaram a se concretizar. Duda está agora abrindo turmas de mentorias individuais, com foco em prática clínica. Essas mentorias são voltadas para profissionais da área que desejam aprender diretamente com ela, colocando a mão na massa e vivenciando na prática seus métodos e conhecimentos. O objetivo é não só repassar a teoria, mas proporcionar uma experiência real, onde os mentorados possam realizar os procedimentos com orientação direta, garantindo que absorvam de fato a técnica e a sensibilidade que fazem parte do seu trabalho.

 

Enquanto isso, segue firme na missão que escolheu: devolver brilho ao olhar, confiança à imagem e leveza à autoestima de quem se vê no espelho com ciência, arte e muito amor.

Continue Reading
Advertisement

Mais Lidas

Geral2 horas ago

Avannx aposta em especialização para resolver gargalos na reposição de peças XCMG no Brasil

Foco exclusivo na marca, estoque planejado e importação dedicada formam a base da atuação da empresa no mercado nacional Enquanto...

Geral2 horas ago

Perícia identifica erro judicial causado por inteligência artificial

Perícia técnica aponta que diálogo citado em decisão não existia nos autos e reacende o debate sobre limites do uso...

Geral2 horas ago

Naiara Baldanza analisa os limites das decisões judiciais e o papel do advogado na proteção de direitos

Fundamentação das decisões e a atuação técnica da advocacia em momentos de excesso   O poder de decidir é um...

Business17 horas ago

Blockchain e segurança cibernética: o próximo nível de proteção para empresas brasileiras

O contador e CEO da Trivium Estratégia & Auditoria, Cláudio Lasso, afirma que esse assunto já chegou a pequenas empresas...

Geral22 horas ago

Temporada de desova da tartaruga-de-pente começa em Fortaleza com primeiro ninho identificado

A temporada de desova da tartaruga-de-pente já começou em Fortaleza e traz um importante sinal de esperança para a conservação...

Saúde23 horas ago

O que você precisa saber ao voltar aos treinos

Qual o limite entre sedentarismo e pausa nos exercícios físicos? É verdade que “músculo tem memória”? Esclareça as principais dúvidas...

Entretenimento1 dia ago

5 dicas para aplicar sustentabilidade no ambiente corporativo

Práticas sustentáveis ajudam empresas a reduzir custos, fortalecer a imagem institucional e gerar impacto positivo na sociedade A sustentabilidade deixou...

Geral1 dia ago

Personagens femininas que não pedem permissão (e o que isso tem a ver com falar de prazer)

Quando Sex and the City foi ao ar pela primeira vez, ela fez algo simples e, ao mesmo tempo, revolucionário:...

Business2 dias ago

EBAC, referência em jogo responsável, lança ferramenta genuinamente brasileira para identificar jogadores de risco no país

Novidade auxilia casas de aposta a entrarem em conformidade com a regulamentação brasileira De acordo com a lista de bets...

Geral3 dias ago

Roberto Rowntree vive nova fase e investe em cuidados com a saúde

O ator, roteirista e diretor Roberto Rowntree, conhecido por seus trabalhos na Zorra Total, Aventuras do Didi e nas novelas...

Advertisement

Ultimos Posts

Copyright © BusinessFeed