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Assessor contábil Cláudio Lasso dá 10 dicas para ajudar a reduzir a carga tributária da sua empresa
Published
4 anos agoon
O CEO da Sapri Consultoria afirma que quando a redução é feita de forma correta, sem riscos fiscais, o negócio mantém saldo positivo e se torna mais competitivo
Existem medidas legais que podem ser adotadas para reduzir o impacto da carga tributária sobre uma atividade. O assessor contábil e CEO da Sapri Consultoria, Cláudio Lasso, afirma que quando a redução é feita de forma correta, sem riscos fiscais, o negócio mantém mais saldo positivo em seu fluxo de caixa, tem mais dinheiro para cumprir com suas obrigações e gera sobras para investir e para se tornar mais competitivo.
O contador elencou 10 medidas que podem ser tomadas para uma redução segura e mostraremos o quanto elas podem contribuir, caso sejam aplicadas com eficiência.
1. Organize a empresa
Para economizar com impostos, a primeira coisa que você precisa fazer é organizar a sua empresa. É essencial ter os documentos em mãos e um controle total sobre a realidade financeira do empreendimento. Dessa forma, é mais fácil pensar em estratégias que visem à redução da carga tributária.
Para isso, busque a ajuda de bons administradores e contadores. Juntos, é possível estabelecer ótimas estratégias para otimizar as ações da sua empresa e basear as tomadas de decisões em dados confiáveis e exatos. Para isso, os profissionais podem estabelecer controles, como:
• fluxo de caixa padrão e projetado, método de manutenção e análise;
• indicadores financeiros necessários e periodicidade de avaliação de cada um deles;
• relatórios personalizados de dados contábeis e/ou financeiros.
2. Descubra o melhor enquadramento jurídico
No Brasil, é possível enquadrar uma empresa no Simples Nacional, no Lucro Real ou no Lucro Presumido. A decisão é feita todo ano e é a partir dela que são definidos quais impostos devem ser recolhidos e como os procedimentos ocorrerão.
Então, para fazer a escolha, é essencial que você conheça a realidade do seu negócio e conte com uma boa assessoria tributária. O auxílio de profissionais qualificados é essencial, uma vez que eles conhecem a legislação a fundo e entendem quais são:
• as brechas;
• as formas de pagamento;
• as hipóteses de isenção e de compensação etc.
É importante ter em mente que o regime mais simples nem sempre é o mais vantajoso ou o mais econômico. Dependendo da sua atividade, um regime mais complexo pode trazer certos benefícios e gerar economia.
Por exemplo, enquanto o Lucro Real exige mais declarações ao longo do ano, tributa somente o lucro da empresa nos seus maiores impostos e não no seu faturamento total. Então, caso o lucro das atividades seja baixo, pode ser a escolha mais econômica de regime de tributação.
Já o Lucro Presumido também tem o sistema de tributação sobre o lucro para seus impostos mais pesados, porém aplica as alíquotas sobre percentuais específicos da presunção de lucro.
Dessa forma, não sendo possível optar pelo Simples Nacional, o Presumido é uma boa escolha se o negócio tiver margens acima das faixas de presunção, pois acaba tendo apenas parte do lucro tributado.
Não decida sem pesquisar e sem fazer contas específicas. É preciso realizar uma análise completa do seu negócio.
3. Fique atento aos benefícios fiscais
Outra questão importante e que contribui consideravelmente para a redução do impacto da carga tributária são os benefícios fiscais. Neles, em troca de ações da empresa, investimentos em áreas específicas ou entradas em programas do governo, a organização tem redução ou isenção de imposto de renda e Contribuição Social.
Analise as legislações federal, estadual e municipal e descubra se existe algo específico para a sua atividade. Tome cuidado quanto à possibilidade de adesão ao programa, pois eles sempre são direcionados a empresas enquadradas em regimes específicos de tributação.
Esses benefícios, além de gerarem economia, costumam incentivar ações voltadas à cultura, à educação ou à responsabilização e conscientização social, o que contribui para a imagem da sua empresa perante a sociedade e gera credibilidade para o seu negócio.
4. Reduza o pró-labore
Talvez você não saiba, mas sobre o pró-labore incide Imposto de Renda. No entanto, sobre a divisão anual de lucros, não.
Sobre o pró-labore também incide contribuição previdenciária, que aumenta conforme o valor dessa retirada. Apesar de ser necessário pagá-la, não é obrigatório que o empresário se enquadre nas maiores faixas de contribuição. Portanto, pode manter a retirada em valor mais baixo para também reduzir a contribuição.
Converse com o seu contador e pense em uma estratégia para reduzir o pró-labore e aumentar a divisão de lucros. Isso ajuda você a economizar e é totalmente lícito. Lembre-se de conversar também com os seus sócios e organizar essa ação de uma forma que seja vantajosa e igual para todos.
5. Subdivida a empresa, se for o caso
Em algumas situações a subdivisão pode ser uma forma de reduzir o impacto dos impostos. No caso de a empresa realizar mais de uma atividade, ao adotar essa medida, você consegue enquadrar cada atividade no melhor regime tributário e obter uma economia global, ainda que, para alguma das atividades, haja majoração dos tributos.
É preciso analisar o caso concreto e conhecer a realidade financeira da empresa, antes de decidir. Contudo, essa medida deve ser considerada.
Como outro exemplo, também podemos citar uma empresa que vende carros e oferece serviço de manutenção automotiva. Para a prestação de serviço, a opção pelo Lucro Real ou presumido é mais adequada.
Por outro lado, para a venda, o Simples oferece mais vantagens. Ou seja, a subdivisão pode também ser feita utilizando regimes diferentes para cada empreendimento.
6. Faça um planejamento tributário
Essa medida é essencial para que você economize com segurança. Ao conhecer todos os tributos que incidem sobre a atividade e ter um controle intenso sobre o fluxo de caixa e o balanço financeiro da empresa, é possível pensar em estratégias lícitas para a redução dos impostos.
Entre essas estratégias, podemos citar a compensação de créditos tributários, a adoção de ações que impeçam a prática dos fatos geradores dos impostos e muito mais. O planejamento tributário deve ser feito com tempo e com o apoio de profissionais que tenham conhecimento profundo sobre a legislação em vigor e sobre as particularidades da sua empresa.
Por meio dele, além de conseguir economizar, você consegue reduzir o número de erros procedimentais, evitar o pagamento de multas e, até mesmo, diminuir o risco de ações judiciais ou de processos administrativos.
No planejamento tributário, uma das melhores práticas é simular contas tributárias em outros enquadramentos, como fizemos no exemplo acima, explorando todas as possibilidades.
Para isso, os valores reais dos últimos meses de despesas e receitas da empresa têm de ser utilizados, para resultados confiáveis, além de projeções coerentes para pelo menos os três meses seguintes.
Após essa visualização e as comparações que a ação possibilita, torna- se muito mais fácil e claro observar qual é o regime mais adequado ou, no mínimo, como modificar processos para economizar dentro do mesmo enquadramento.
7. Não misture contas pessoais e contas da empresa
Ao misturar as suas despesas com as despesas da empresa, você pode prejudicar a gestão e fazer com que a tributação fique maior. Com isso, além de pagar mais impostos e de ter prejuízos com a sua retirada mensal e com o seu lucro anual, você ainda pode responder processos administrativos e pagar multas por imprecisão nos cálculos ou apresentação equivocada de relatórios.
Fique atento a essa situação, pois se trata de um erro bastante comum. E o pior: na maior parte das vezes, por distração.
Em questões administrativas e gerenciais, o maior prejudicado por esse tipo de erro é o fluxo de caixa. Por entradas e saídas erradas, o controle passa a ter defasagem permanente e perde sua objetividade. Então, se for utilizado por um gestor para análise ou tomada de decisão, certamente conduzirá o profissional ao erro por não ser exato e confiável.
Pessoas físicas e jurídicas devem ter contas bancárias separadas. E os produtos oferecidos pelos bancos, como cartões de crédito, não podem ser utilizados de maneira cruzada, como um parcelamento no cartão pessoal para a compra de computadores que serão ativos da empresa.
8. Terceirize atividades não essenciais
A terceirização de atividades não essenciais da empresa ajuda, e muito, com a redução da carga tributária. Isso porque, quanto mais funcionários você tem, mais impostos você precisa pagar e mais obrigações passam a existir.
Então, pense em como organizar o trabalho sem prejudicar o serviço e o atendimento aos clientes para, então, definir quais áreas podem ser terceirizadas. Além de economizar, você ainda terá a possibilidade de contar com equipes qualificadas e profissionais atualizados, com foco específico na área de atuação.
Por exemplo, em vez de arcar com toda a estrutura para montar um departamento financeiro e contábil, a empresa pode terceirizar a contabilidade e, mesmo assim, contar com peritos nas áreas por meio de assessoria especializada.
Isso economiza em questões como:
• contratação de ferramentas tecnológicas;
• compra de ativos, como computadores e móveis;
• pagamentos de altos salários para funcionários exclusivos;
• direitos trabalhistas diversos, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia.
O mesmo pode ser projetado para outras áreas, como limpeza, conservação e marketing.
9. Entenda a Reforma Trabalhista
As mudanças feitas nas leis trabalhistas e correlatas, aprovadas pela Reforma Trabalhista de 2017, também podem servir para as empresas reduzirem a carga tributária e até mesmo outras cargas de custos.
Por exemplo, passou a ser legal o contrato de trabalho que remunera o funcionário por produtividade. Logo, isso pode ser interessante aos empregadores em contratações para cargos específicos, que se mostram normalmente onerosas, podendo ser extraído o melhor retorno sobre investimento em salários e direitos pagos.
Outra possibilidade é a demissão consensual, que pode ser utilizada para desligar funcionários que desejam sair da empresa, mas não querem pedir demissão para não perderem muitos direitos rescisórios. Neste caso, a despesa da empresa ao fazer a demissão cai em cerca de 50% na comparação com a rescisão padrão sem justa causa.
Além dessas possibilidades, a reforma também prevê novas e mais duras penalidades às empresas, o que precisa ser observado. Desde a sua aprovação, empregadores que não assinam a carteira de trabalho de seus empregados ficam sujeitos a multas de R$ 3 mil por ocorrência ou R$ 800,00, no caso de empresas de porte micro. Portanto, é preciso também ter cuidado com processos internos para evitar as penalizações.
10. Conte com uma boa assessoria contábil
Como você viu ao longo do texto, várias ações podem contribuir para que você economize com impostos. Porém, erros podem conduzir a uma sonegação fiscal, o que com certeza você não quer.
Então, antes de aplicar essas estratégias, procure profissionais especializados em contabilidade e apresente a situação da sua empresa para eles. Isso fará com que você aja com segurança e tenha tranquilidade. Reduzir a carga tributária é uma necessidade, mas isso deve ser feito da forma certa, porque só assim é possível otimizar os lucros.
Business
Lucio Santana lidera iniciativa que reposiciona corretores no novo cenário do mercado imobiliário dos EUA
Published
23 horas agoon
19 de janeiro de 2026
Linha fina: Em um contexto de juros elevados, crédito mais seletivo e mudança no comportamento do comprador, executivo aposta em educação financeira e estratégia para fortalecer o Real Estate americano e atrair investidores internacionais.
Diante das transformações do mercado imobiliário dos Estados Unidos, impulsionadas por mudanças no ambiente econômico, taxas de juros mais seletivas e um consumidor cada vez mais estratégico, Lucio Santana, CEO da Royal Mortgage USA, vem se destacando como uma das lideranças que defendem um novo modelo de atuação para corretores de imóveis.
Essa visão esteve no centro da segunda edição do Realtor 360, movimento idealizado por Santana e realizado no Royal Business Center, em MetroWest, Orlando, Florida, reunindo corretores top performers da região. O encontro teve como foco preparar profissionais para atuar de forma mais técnica, consultiva e alinhada às exigências atuais do mercado imobiliário americano.
“O mercado imobiliário mudou. Hoje, o corretor precisa entender financiamento, leitura econômica e estratégia patrimonial para orientar decisões de longo prazo. O Realtor 360 nasceu para formar esse profissional mais completo”, afirma Lucio Santana.
Mais do que um evento pontual, o Realtor 360 se consolida como um movimento de líderes do Real Estate, voltado à formação contínua, troca de experiências e construção de uma comunidade profissional forte e conectada.
O encontro acontece em um momento decisivo para a economia dos Estados Unidos. Após um ciclo prolongado de juros elevados, com a taxa básica norte-americana ainda em patamar restritivo, o mercado imobiliário opera em um ambiente de crédito mais seletivo, maior exigência bancária e compradores mais racionais, atentos ao custo do dinheiro e ao potencial de valorização de longo prazo.
Nesse contexto, o volume de transações passou a depender menos de impulso e mais de planejamento financeiro, estruturação de crédito e leitura precisa do timing de mercado. Para investidores —,especialmente os brasileiros que acompanham de perto o mercado americano , o cenário abre espaço para estratégias mais sofisticadas, focadas em alavancagem responsável, proteção patrimonial e diversificação internacional. É nesse ambiente que o Realtor 360 se posiciona como resposta estratégica, preparando corretores para atuar de forma mais técnica, consultiva e alinhada às novas dinâmicas econômicas do setor.
Durante a programação, Lucio Santana apresentou uma análise do cenário atual do setor, abordando temas como estrutura de financiamento, alavancagem patrimonial, timing de mercado e novas oportunidades além da compra e venda tradicional. O objetivo foi mostrar como o corretor pode gerar mais valor ao cliente mesmo em um ambiente econômico mais desafiador.
Um dos destaques do encontro foi o debate sobre o HELOC (Home Equity Line of Credit), apresentado como uma ferramenta estratégica para clientes que já possuem patrimônio e como uma importante alavanca de negócios para corretores de alta performance, ampliando oportunidades dentro da própria base de clientes.
“Quando o corretor domina instrumentos financeiros como o HELOC, ele deixa de ser apenas um intermediador e passa a atuar como um consultor estratégico”, reforça Santana.
A programação contou ainda com conteúdo de vendas, liderança e posicionamento profissional, conduzido por Paulo Kazaks, empresário e palestrante, que abordou temas ligados à mentalidade de liderança, comunicação estratégica e condução de negociações em mercados altamente competitivos.
Com foco no desenvolvimento de profissionais mais preparados, no fortalecimento do mercado local e na construção de uma comunidade de alto nível, o Realtor 360 reforça o posicionamento da Royal Mortgage USA como parceira estratégica dos corretores no mercado imobiliário dos Estados Unidos.
Sobre Lucio Santana
Lucio Santana é CEO da Royal Mortgage USA e atua há anos no mercado de financiamento imobiliário nos Estados Unidos, com foco em educação financeira, estruturação patrimonial e desenvolvimento de lideranças no setor de Real Estate.
Business
Empresas em 2026 sofrem com negligência em segurança digital
Published
1 dia agoon
19 de janeiro de 2026
Empresas ignoram riscos digitais e entram em 2026 vulneráveis a perdas operacionais financeiras e reputacionais crescentes
A transformação digital acelerada tornou a segurança da informação um fator direto de continuidade dos negócios. Mesmo assim, muitas empresas seguem tomando decisões que ampliam riscos de forma silenciosa, como operar sistemas sem suporte, adiar hardening, deixar ambientes sem monitoramento contínuo e ignorar falhas de governança. Especialistas afirmam que essas escolhas aparentemente pequenas são, na prática, o que define quem sofrerá prejuízos significativos em 2026.
De acordo com Wagner Loch, CTO da Under Protection, empresa que há mais de 20 anos atua para proteger ambientes digitais, essa negligência representa um risco direto para a operação. “Quando a empresa continua usando sistemas sem suporte, ela aceita rodar o negócio com brechas conhecidas e sem correção. É como manter uma porta destrancada mesmo sabendo que há alguém tentando entrar”, afirma o executivo .
A paralisação operacional é um dos impactos mais imediatos. Dependendo do segmento, minutos de indisponibilidade podem comprometer atendimento, logística, faturamento e relacionamento com clientes. Em setores regulados, incidentes podem gerar multas, exigências de auditoria e desgaste reputacional. Em muitos dos atendimentos realizados pela Under Protection, empresas afetadas relatam impacto financeiro superior a meses de investimento preventivo.
“As organizações que negligenciam o básico acabam pagando múltiplas vezes mais na recuperação do que teriam investido na prevenção. Segurança não é custo, é garantia de sobrevivência”, afirma Alberto Teixeira, fundador e Diretor de Novos Negócios da Under Protection e especialista em frameworks como ISO 27001, NIST, COBIT e ISF.

Investir antes ou pagar depois
A diferença entre prevenção e recuperação costuma estar na previsibilidade. Investimentos bem direcionados reduzem drasticamente o impacto de incidentes. Já ambientes sem inventário atualizado, sem monitoramento e sem políticas mínimas tendem a sofrer danos maiores e mais prolongados.
O especialista aponta três fatores que explicam por que o custo final de um incidente dispara:
- Falta de monitoramento contínuo, que atrasa a identificação.
- Ausência de controles compensatórios em sistemas descontinuados.
- Hardening negligenciado e políticas desatualizadas.
Ao analisar casos reais, Loch reforça que ataques não acontecem apenas por alta complexidade técnica, mas principalmente pela combinação de decisões equivocadas. “O problema raramente é uma única brecha. É a soma de permissões excessivas, sistemas antigos, processos frágeis e a falta de visibilidade. Quando esses pontos se acumulam, o ataque encontra um caminho fácil”, afirma.
Os três erros mais caros cometidos pelas empresas
O primeiro erro é manter sistemas sem suporte. Além de vulnerabilidades, isso limita o uso de ferramentas modernas de proteção, como EDRs avançados, dificultando respostas rápidas.
O segundo erro é não realizar hardening. Configurações inseguras, permissões amplas e ausência de segmentação facilitam a movimentação lateral de criminosos dentro do ambiente.
O terceiro erro é não monitorar o ambiente de forma contínua. Sem vigilância 24 horas por dia, incidentes que poderiam ser contidos se transformam em crises complexas, com maior perda de dados, tempo de paralisação e danos à reputação.
Como evitar prejuízos em 2026
Especialistas defendem que a prevenção mais eficiente combina análise profunda de risco, priorização de investimentos e controles sustentáveis. Metodologias como o NG LISA, utilizadas pela Under Protection, avaliam pessoas, processos e tecnologia, identificando vulnerabilidades invisíveis e orientando ações com base no impacto real para o negócio. O modelo oferece relatórios executivos claros, escala de risco comparável a frameworks de governança e um plano de ação priorizado, o que permite reduzir exposição e evitar surpresas de grande impacto .
Para 2026, recomenda-se uma estrutura que inclua revisão de políticas, testes regulares de restore (fazendo testes funcionais das aplicações), atualização contínua dos fatores de risco através de uma gestão de vulnerabilidades e exposições fortes (incluindo o hardernig como o processo contínuo), testes de segurança em APIs e aplicações e conscientização contínua das equipes.
Sobre Alberto Teixeira
Alberto Teixeira é fundador e Diretor Executivo Comercial e de Expansão da Under Protection desde 2001. Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal da Paraíba e formado em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas, sempre atuou com foco em elevar a maturidade das empresas por meio de valor, risco e controle. Sua trajetória é pautada em metodologias alinhadas às normas ISO e a regulamentações internacionais, como NBR ISO/IEC 17799 (27002), NBR ISO/IEC 27001, NBR ISO/IEC 19011, além de frameworks como ISF, MOF, (ISC)², COBIT, NIST, ITIL e CISSP® CBK®.
Com forte atuação em Segurança da Informação, Alberto participou da criação do LISA®, solução exclusiva da Under Protection para análise e mitigação de riscos.
Para mais informações, acesse o linkedin
Sobre Wagner Loch
Wagner Loch é CTO da Under Protection e atua na área de cibersegurança desde 2013, onde construiu uma sólida trajetória iniciada como estagiário e consolidada como sócio da empresa. Formado em Gestão de Tecnologia da Informação pela FAEC, lidera atualmente áreas estratégicas como Implantação, MSSP, NG SOC, Gestão de Vulnerabilidades e Threat Intelligence, coordenando mais de 50 profissionais.
Ao longo da carreira, acumulou certificações como CCSE, CCSA e NSE (níveis 4, 5 e 7), além de ser auditor líder das ISOs 27001, 9001 e 22301. Entre suas conquistas, destacam-se a implantação do primeiro SOC proprietário da empresa, projetos de grande porte com tecnologias Fortinet e a obtenção das certificações ISO 27001, 27701 e 9001.
Sobre a Under Protection
Com mais de 20 anos de atuação, a Under Protection é especializada em cibersegurança e continuidade operacional. Criadora das metodologias LISA e NG LISA, combina monitoramento em tempo real, resposta imediata e análise integrada de pessoas, processos e tecnologia. Atua com planos priorizados e clareza executiva para proteger ambientes digitais com eficiência e resiliência.
A empresa também opera um centro de operações de segurança (NG SOC) que monitora ambientes 24/7, processando eventos em tempo real e executando ações automatizadas para contenção de ameaças. Com presença nacional e atuação em diversos setores, a Under Protection é reconhecida por sua abordagem estratégica e capacidade de adaptação às necessidades específicas de cada organização.
Para mais informações, acesse o site underprotection.
Business
Obesidade, diabetes e hipertensão: a epidemia invisível da saúde pública
Published
1 dia agoon
19 de janeiro de 2026
Por José Eduardo Leite – convidado especial – nutricionista formado pela USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e especialista em nutrição esportiva, obesidade e saúde metabólica
Em 2025, o mundo vive uma contradição evidente: nunca tivemos tanto acesso à informação sobre saúde e, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão doentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada oito pessoas no planeta vive com obesidade e mais de 2,5 bilhões de adultos estão com sobrepeso, o que representa cerca de 43% da população mundial. O número de adolescentes obesos quadruplicou desde 1990, e nas Américas dois terços dos adultos apresentam excesso de peso, um indicador de que o problema deixou de ser individual e tornou-se um fenômeno coletivo, silencioso e persistente. Essa é a verdadeira epidemia invisível, alimentada por hábitos modernos, alimentação ultraprocessada, sedentarismo e uma desconexão crescente entre conhecimento científico e comportamento cotidiano.
A obesidade é uma doença crônica complexa, multifatorial e frequentemente negligenciada, pois ainda é tratada socialmente como um problema estético. No entanto, o acúmulo excessivo de gordura corporal é apenas a superfície visível de um processo metabólico desajustado, que envolve inflamação, resistência à insulina e desequilíbrio hormonal. Em minha prática clínica, vejo que muitos pacientes chegam com exames que evidenciam alterações significativas muito antes de qualquer sintoma aparente, o que mostra como o corpo tenta alertar, mas raramente é escutado a tempo. A falta de monitoramento preventivo e o tratamento tardio transformam o que poderia ser ajustado com educação e acompanhamento em uma crise de saúde pública com impacto físico, emocional e econômico.
O Índice de Massa Corporal, ainda utilizado como parâmetro global, é um marcador limitado, pois não distingue composição corporal nem considera aspectos metabólicos e inflamatórios. Por isso, a interpretação de exames laboratoriais é essencial para compreender o que realmente acontece no organismo. Avaliar glicemia, perfil lipídico, marcadores hepáticos e inflamatórios permite identificar padrões precoces de disfunção metabólica e agir antes que a doença se instale de forma crônica. Essa é a essência da nutrição baseada em evidências: unir ciência e personalização para traduzir dados clínicos em estratégias práticas, acessíveis e eficazes.

Ao longo dos anos, percebi que a obesidade raramente é resultado de falta de disciplina, mas de um conjunto de fatores ambientais, sociais e emocionais que moldam escolhas diárias. A OMS (Organização mundial da saúde) define essa condição como uma consequência de ambientes obesogênicos, marcados pela abundância de alimentos ultraprocessados, pela escassez de tempo e pela dificuldade de acesso a orientações individualizadas. Vivemos em uma sociedade que estimula o excesso e culpa o indivíduo pelos efeitos desse próprio ambiente. Enquanto isso, as doenças metabólicas avançam de forma silenciosa e, segundo a OMS, já são responsáveis por cerca de 3,7 milhões de mortes anuais em decorrência do IMC elevado e hábitos ruins.
No Brasil, a realidade não é diferente. A rotina acelerada, o consumo de refeições industrializadas e a falta de sono de qualidade formam um cenário propício à disfunção metabólica. Quando falo de nutrição, não me refiro a dietas restritivas, mas a compreender como o corpo reage a cada alimento, a cada hábito e a cada escolha. É nesse ponto que o trabalho de interpretação dos exames laboratoriais se torna determinante, pois transforma o cuidado nutricional em um processo de autoconhecimento. O paciente que entende seus próprios resultados aprende a reconhecer o que está por trás do cansaço, da fome descontrolada e da dificuldade em perder peso, e a partir daí encontra motivação para manter o equilíbrio.
A prevenção deve ser o eixo central das políticas públicas e também da prática clínica. É preciso mudar o olhar sobre a nutrição e a saúde metabólica, passando de uma atuação corretiva para uma abordagem preditiva, que usa tecnologia, dados e acompanhamento contínuo. Tenho defendido que o futuro da nutrição está na integração entre inteligência artificial, exames laboratoriais e educação em saúde, permitindo que cada pessoa tenha acesso a informações precisas e decisões orientadas por evidências. Isso não substitui o profissional, mas amplia a capacidade de cuidar.
As projeções da OMS indicam que, se nada for feito, o custo global da obesidade pode ultrapassar três trilhões de dólares por ano até 2030. Mas o impacto mais profundo não é econômico, é humano. Trata-se de uma geração que cresce adoecida antes da idade adulta, de sistemas de saúde sobrecarregados e de uma sociedade que normalizou o mal-estar como parte da rotina. Reverter esse quadro exige que ciência e empatia caminhem juntas, transformando dados em diálogo e informação em prática.
Como nutricionista, acredito que o combate à obesidade começa quando enxergamos o paciente além do peso e entendemos que cada exame é uma conversa entre o corpo e a mente. Escutar esses sinais, compreender os padrões e agir com base em evidências é o que define o futuro da saúde metabólica. A epidemia invisível pode ser contida, mas depende de um compromisso coletivo com a educação, a tecnologia e o conhecimento. Afinal, a verdadeira mudança acontece quando a ciência deixa de estar apenas nos laboratórios e passa a fazer parte das escolhas de cada pessoa, todos os dias.
Texto criado por Nathalia Pimenta
Supervisão jornalística aprovada por Radija Matos
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