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Contabilidade

Contador André Charone comenta a reforma tributária do Imposto de Renda

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Ainda em negociação no congresso, a proposta de reforma tributária no Imposto de Renda, já está causando discussão entre boa parte da população brasileira.    

Isso porque, se for aprovada, ela beneficiará os contribuintes de menor renda e os pequenos investidores. Já uma parte da classe média, que não poderá mais entregar a declaração de imposto de renda Pessoa física simplificada, e os grandes investidores, sentirão mais o peso da carga tributária.    

Diferente do que acontece hoje no IR, o contribuinte tem a liberdade de escolha de qual tipo de declaração deseja fazer, se aprovada as mudanças sugeridas pelo relator do projeto na câmara, o deputado Celso Sabino (PSDB/PA), os contribuintes com rendimentos abaixo de R$ 40 mil anuais, (Pouco mais de R$ 3 mil por mês), podem optar pela declaração simplificada. Já quem passar esse valor de R$ 40 mil por ano será obrigado a entregar a declaração completa.   

Para os contribuintes que tinham o costume de fazer a declaração simplificada, vai ficar a sensação de perda tributária, porque não haverá mais a possibilidade de usufruir da simplificação. A tendência é que quem apresentava a declaração simplificada receba a restituição do IR menor ou até tenha um valor a pagar, caso não tenha despesas dedutíveis, como educação, saúde ou dependentes para compensar.    

O mercado financeiro não recebeu com bons olhos essa proposta, já que agora está se iniciando de forma gradativa uma recuperação nas empresas que foram afetadas negativamente pela pandemia do novo coronavírus, e essa reforma pode aumentar a carga tributária.    

Dentre todas essas mudanças sugeridas, uma das principais é o corte de 2.5 pontos percentuais na alíquota base do IRPJ. Com isso, ela sairia dos atuais 15% para 2,5%. O corte seria de 10% no primeiro ano e de 2,5% no segundo.    

A proposta de reforma também atinge a tributação de investimentos. Por exemplo, haverá fim da isenção sobre rendimentos imobiliários distribuídos a pessoas físicas, com cotas negociadas em Bolsa a partir de 2022.    

O relator também sugeriu acabar com a regra que permite que as empresas deduzam do imposto de renda o dobro das despesas comprovadamente realizadas no programa de alimentação, que inclui gastos com pagamento de cestas básicas para funcionários, alimentação no trabalho ou fornecimento de alimentos.     

A reforma se for aprovada também atingirá os setores químicos, higiene, perfumaria, indústria de embarcações e aeronaves, que perderão benefícios fiscais. Esse corte nos benefícios atingiria 20 mil empresas, mas beneficiaria outras 1.1 milhão por propiciar a redução no Imposto de Renda, segundo o relator.   

 

Contabilidade

Receita falha na largada do Imposto de Renda 2026 e expõe limites da sua promessa de modernização

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Instabilidades e problemas na declaração pré-preenchida frustram contribuintes no primeiro dia do prazo e levantam dúvidas sobre a real eficiência da digitalização prometida pelo Fisco.

A Receita Federal abriu nesta segunda-feira (23) o prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 tentando reforçar uma narrativa já conhecida: a de que a digitalização do sistema tributário tornaria a vida do contribuinte mais simples, rápida e segura. Mas o primeiro dia de funcionamento mostrou justamente o contrário.

Instabilidades no site, dificuldades de acesso ao sistema e problemas relacionados à declaração pré-preenchida marcaram a largada do IR 2026 e frustraram contribuintes que esperavam encontrar uma estrutura minimamente preparada para o início de uma das obrigações fiscais mais relevantes do calendário brasileiro.

O episódio expõe um problema que vai além de uma falha técnica pontual. Ele revela um descompasso entre o discurso oficial de modernização e a capacidade real de execução da Receita Federal. Em vez de transmitir confiança, a estreia do prazo reforçou a percepção de que o contribuinte continua sendo o elo mais pressionado de uma engrenagem que cobra precisão, mas nem sempre oferece a mesma eficiência.

A contradição fica ainda mais evidente no caso da declaração pré-preenchida. Vendida como uma das principais apostas da Receita para reduzir erros, acelerar o envio e ampliar a automação do processo, a ferramenta depende da integração de múltiplas bases de dados e da correta alimentação de informações por terceiros, como empresas, bancos, planos de saúde, cartórios e outras instituições. Quando essa engrenagem falha, seja por instabilidade no sistema, seja por omissão ou inconsistência nos dados, o impacto recai, no fim das contas, sobre o contribuinte.

Isso porque a lógica permanece a mesma: a Receita estimula o uso da automação, mas mantém com o cidadão toda a responsabilidade pela conferência, correção e eventual consequência de erros.

Para o contador tributarista e professor universitário André Charone, esse modelo cria uma falsa sensação de segurança e acaba ampliando a insegurança de quem declara.

“A Receita Federal reforça a ideia de que a tecnologia está tornando a declaração mais simples e eficiente, mas o que vimos no primeiro dia foi um sistema instável e uma ferramenta que, apesar do nome, está longe de representar uma declaração pronta. Quando há erro, omissão ou falha de acesso, quem assume o risco continua sendo o contribuinte”, afirma.

Na avaliação de Charone, o problema não é apenas operacional, mas institucional.

“Há um desequilíbrio claro nessa relação. Quando o contribuinte comete um erro, a resposta é rápida: malha fina, cobrança, multa, juros. Mas quando o sistema da Receita falha no primeiro dia de entrega, a consequência prática para o órgão é muito menor. O cidadão é tratado com rigor absoluto; o Estado, não”, diz.

A falha ocorre num momento em que a Receita tenta consolidar a transformação digital como um ativo de imagem. Nos últimos anos, o Fisco investiu no fortalecimento do ecossistema gov.br, na ampliação dos serviços digitais e no estímulo ao uso da pré-preenchida como símbolo de eficiência e inteligência tributária. Na teoria, a estratégia é consistente: menos digitação manual, menos erros de preenchimento e maior cruzamento automatizado de informações.

Na prática, porém, a promessa perde força quando o sistema não sustenta a demanda logo no primeiro dia.

Para especialistas, esse tipo de instabilidade compromete não apenas a experiência do usuário, mas também a credibilidade do projeto de modernização. Em um ambiente de alta sensibilidade, como o do Imposto de Renda, confiança é parte essencial da operação. E confiança não se constrói apenas com discurso tecnológico, ela depende de estabilidade, clareza e previsibilidade.

O caso da pré-preenchida é emblemático porque mostra como a digitalização tributária brasileira ainda convive com uma fragilidade estrutural: a automação existe, mas não elimina o trabalho técnico nem o risco de inconsistência. Ao contrário, pode até ampliar a exposição do contribuinte quando a ferramenta transmite a ideia de completude sem garantir qualidade integral dos dados.

Segundo André Charone, esse é um dos pontos mais delicados do modelo atual.

“O nome pré-preenchida passa ao contribuinte a impressão de que basta revisar superficialmente e transmitir. Mas isso não corresponde à realidade. É preciso conferir tudo com muito cuidado: rendimentos, despesas médicas, bens, aplicações, dependentes. Quando o sistema ainda apresenta instabilidade logo na abertura do prazo, a sensação que fica é a de que a Receita quis vender eficiência antes de assegurar robustez operacional”, afirma.

Do ponto de vista institucional, o episódio também acende um alerta sobre governança e gestão pública digital. Lançamentos dessa magnitude não deveriam falhar justamente no momento de maior visibilidade e demanda. Quando isso acontece, a falha deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser também de planejamento, contingência e comunicação.

O problema, portanto, não está apenas no erro do primeiro dia, mas no que ele simboliza. A Receita Federal quer ser percebida como uma autoridade tributária digital, moderna e baseada em dados. Mas, para sustentar essa imagem, precisa entregar mais do que ferramentas novas: precisa garantir que elas funcionem de forma estável quando o contribuinte mais precisa.

No fim, o primeiro dia do IR 2026 deixou uma mensagem incômoda. “A modernização prometida pela Receita continua, em boa medida, apoiada num modelo em que o Estado automatiza a cobrança, mas não necessariamente a segurança do processo. E, mais uma vez, a conta do mau funcionamento recai sobre quem está do outro lado da tela”, conclui André Charone.

Sobre André Charone

 

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

 

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.

 

Seu mais recente trabalho é o livro “Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática”, em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.

 

Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/ 

 

e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1 

 

 

Instagram: @andrecharone 

 

 Imagem André: Divulgação / Consultório da Fama

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Contabilidade

Dia do Contador celebra trajetória histórica e relevância contemporânea da profissão

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O Dia do Contador, celebrado em 22 de setembro, é uma data para reconhecer a importância de uma das profissões mais antigas e fundamentais da humanidade. Desde a Mesopotâmia, há mais de seis mil anos, a contabilidade já era utilizada para controlar colheitas, comércio e tributos. Com o passar dos séculos, ganhou estrutura científica a partir dos estudos de Luca Pacioli, um frei franciscano italiano considerado o pai da contabilidade, que no século XV sistematizou o método das partidas dobradas e revolucionou a forma como as operações financeiras passaram a ser registradas.

No Brasil, a escolha da data faz referência à criação do primeiro curso de Ciências Contábeis no país, em 1945, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde então, o contador passou a ocupar um papel estratégico não apenas no registro das movimentações financeiras, mas também na análise de dados, na prevenção de riscos, na mediação de conflitos e na contribuição para a justiça e transparência econômica.

Para o contador, escritor e empresário André Charone, mestre em Negócios Internacionais e referência na área, a profissão está em constante evolução:

“O contador do século XXI não pode se limitar à escrituração. Ele é um parceiro estratégico, capaz de orientar empresas em planejamento, inovação e competitividade. Hoje, com a transformação digital e o uso de inteligência artificial, o papel do contador se torna ainda mais essencial para que os negócios avancem com segurança e visão de futuro.”

Neste Dia do Contador, a homenagem vai a todos esses profissionais que, com conhecimento técnico e visão estratégica, fazem a economia girar, ajudam empresas a crescer e contribuem para o desenvolvimento do país.

 

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A Verdade Sobre o Dinheiro: Livro ensina Finanças Pessoais Sem Promessas Milagrosas e Sem Papo de Coach

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O contador, professor universitário e mestre em negócios internacionais André Charone lança seu mais novo livro ‘A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia’, um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. Com uma abordagem direta, o autor compartilha estratégias realistas e dicas que podem ser aplicadas no cotidiano, longe do habitual “papo de coach”.

O livro busca ser uma leitura indispensável para quem deseja organizar suas finanças e ter uma relação saudável com o dinheiro, evitando armadilhas como esquemas de pirâmide, falsas promessas de retorno financeiro rápido e conselhos genéricos que muitas vezes não se aplicam à realidade. “A estabilidade financeira não é alcançada com truques ou atalhos, mas com consistência e paciência”, destaca Charone.

O Que Esperar do Livro?

  • Capítulos abrangentes e práticos: Desde entender a diferença entre necessidades e desejos até planejar a aposentadoria e investir com segurança, cada capítulo traz uma abordagem prática e personalizada.
  • Discussões sobre armadilhas financeiras: O autor detalha como identificar e evitar esquemas de enriquecimento rápido, dívidas de cartão de crédito e práticas enganosas promovidas por “gurus financeiros”.
  • O poder dos pequenos hábitos: Explicações claras sobre como pequenas mudanças no dia a dia podem gerar grandes resultados ao longo do tempo.

O Propósito da Obra

O livro foi escrito para quem deseja tomar controle das finanças sem depender de soluções mágicas. “A Verdade Sobre o Dinheiro” foca na importância de disciplina financeira e oferece um caminho sólido e bem embasado para alcançar a estabilidade financeira sem sacrifícios extremos. A proposta é desmistificar conceitos financeiros, mostrando que a educação financeira é acessível a todos e não deve estar atrelada a promessas de enriquecimento ilusório.

Onde Adquirir?

O livro está disponível tanto em formato físico quanto digital, garantindo acessibilidade para diferentes públicos. Os interessados podem adquirir a obra nos seguintes links:

Sobre o Autor

André Charone é contador, professor universitário e autor de diversos artigos sobre finanças e economia. Com vasta experiência na área contábil e em planejamento financeiro, Charone é referência em análises que buscam simplificar a educação financeira e torná-la acessível para todos. Em seu novo livro, ele reúne ensinamentos práticos e histórias de superação financeira que buscam inspirar o leitor a tomar decisões conscientes e sustentáveis.

Para mais informações sobre o livro e contato com o autor, visite o perfil de André Charone no LinkedIn, ou acesse seu instagram: @andrecharone

Imagens: Divulgação

 

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