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Corda Bamba: livro detalha estratégia política de Lula e do PT

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Intelectuais da política atual apontam obra de Isabel Mansur como “inventário crítico” 

A editora Lutas Anticapital acaba de lançar a obra Corda bamba: o lulismo como metamorfose e realização da estratégia democrático-popular, da cientista social e doutora em serviço social Isabel Mansur. Prefaciado por Sara Granemann e com orelha de Virgínia Fontes, o livro remonta o surgimento do lulismo e faz um balanço sobre o conceito.

A obra que é fruto da tese de doutorado da escritora, acaba de chegar nas livrarias físicas e digitais, mas teve as edições esgotadas durante a pré-venda e chamou atenção do conjunto da esquerda e de intelectuais consagrados do campo progressista brasileiro.

Para Roberto Leher, ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a publicação é fundamental para o debate.  “Isabel Mansur interpela, com rigor e criatividade, dilemas estratégicos da esquerda em um contexto em que, mais do que nunca, alternativas à barbárie exigem ação classista organizada”, disse.

Referência fundamental do Marxismo Brasileiro, a pesquisadora Virgínia Fontes explica o título do livro “Corda Bamba”. “A autora usa a poesia de Aldir Blanc e João Bosco para atingir em cheio o programa democrático-popular e faz um balanço rigoroso das análises sobre esse percursos e destaca os passos em falso do acrobata, ao desviar-se do enfrentamento do capital”, diz ela que foi responsável pela orelha da obra.

A coordenadora do Fórum de Mulheres Negras de Duque de Caxias e integrante do Movimento Negro Unificado (MNU) aponta a alucidação teórica do livro. “Quem ler poderá entender de forma simples, porém detalhada, o curso da história do Lula, do PT, além de absorver um inventário crítico e bem embasado sobre o Lulismo”, destacou a liderança do movimento de mulheres negras.

Segundo Íbis Pereira, Coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro e doutorando em História Política, Isabel Mansur publicou literatura de alta qualidade. “Não abriu mão do rigor metodológico e conseguiu reunir profundidade e clareza em um texto que a gente se maravilha”, declarou o ativista de Direitos Humanos.

Segundo Sara Granemann, que prefaciou o livro, a obra é fruto de  337 páginas da tese de Isabel Mansur, acrescidas de mais 19 outras preenchidas com referências bibliográficas, assim distribuídas: 140 livros e artigos acadêmicos, 58 documentos e resoluções (especialmente do Partido dos Trabalhadores – PT).”Por isso, ler este livro é um compromisso para entendermos e lutarmos no presente e para podermos mirar o futuro sem ilusões” finaliza a professora de economia política da UFRJ.

O livro está disponível para venda no site da editora Lutas Anticapital: https://lutasanticapital.com.br/search?q=corda+bamba

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Klivex inaugura galpão operacional para reforçar logística e agilidade nas entregas

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Ampliação da estrutura logística sustenta crescimento da empresa e eleva padrão operacional da companhia

A Klivex Comércio Varejista de Mercadorias de Limpeza Ltda. inaugurou recentemente um novo galpão operacional, marcando um avanço significativo em sua estrutura logística. A iniciativa integra a estratégia da empresa para ampliar a eficiência nos processos de recebimento, armazenamento e distribuição de produtos, atendendo tanto clientes corporativos quanto consumidores finais.

A nova instalação foi projetada para otimizar processos internos, com impacto direto na disponibilidade de itens, na expedição de pedidos e na redução dos prazos de entrega em todo o país. Com a ampliação, a Klivex fortalece sua posição competitiva para atender demandas de diferentes segmentos, do profissional ao institucional, mantendo os padrões de qualidade consolidados ao longo de sua trajetória.

“A inauguração do novo galpão representa um passo importante na evolução da Klivex. O investimento amplia nossa capacidade logística e nos prepara para atender a uma demanda crescente, com mais agilidade e previsibilidade nas entregas”, afirma Mauro Silveira, diretor executivo da Klivex.

O investimento vai além do aumento da capacidade física e reflete um movimento estratégico voltado ao aprimoramento do atendimento a clientes e parceiros de negócios. A empresa reforça, assim, seu compromisso em oferecer soluções completas em produtos de limpeza, higiene e suprimentos, alinhando infraestrutura logística à eficiência operacional.

A expansão ocorre em um contexto de maior relevância das cadeias logísticas e de distribuição no setor de higienização e suprimentos, diante da necessidade de respostas mais rápidas a volumes variáveis de demanda e da crescente expectativa por entregas ágeis.

Com a nova base operacional em funcionamento, a Klivex busca garantir maior consistência no atendimento de grandes pedidos, sem abrir mão da flexibilidade para operações de menor escala. “No final, esse investimento se reflete diretamente na experiência do cliente. Com uma estrutura logística mais robusta, conseguimos ser mais rápidos, eficientes e confiáveis no atendimento”, conclui Mauro Silveira.

Sobre a Klivex
A Klivex é distribuidora de produtos de limpeza online, com portfólio completo para casas, empresas e profissionais. Oferece qualidade, preço, opções sustentáveis e compra prática e segura.

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Cultura organizacional vira lucro: empresas descobrem que RH pode impactar diretamente o caixa

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“A virada silenciosa: por que cultura virou tema de CEO e conselho?”

_Foto Divulgação / Marcela Zaidem, Fundadora da CNP_

A cultura organizacional deixou de ser um tema abstrato para ocupar um espaço concreto na estratégia financeira das empresas. Em um ambiente de alta competitividade, custos elevados e pressão por eficiência, empresários começam a perceber que boa parte das perdas de margem não está no mercado, mas na forma como as organizações funcionam internamente, decisões desalinhadas, retrabalho, conflitos entre áreas e dependência excessiva de lideranças específicas.

Estudos globais reforçam esse diagnóstico. Levantamentos da CNP (Cultura na Prática) apontam que equipes altamente engajadas podem gerar até 21% mais lucratividade e reduzir significativamente a rotatividade. Já pesquisas da Deloitte indicam que empresas com cultura alinhada à estratégia apresentam desempenho financeiro até 30% superior ao de concorrentes com baixa coesão interna. Na prática, o comportamento organizacional passou a ser variável econômica.

No Brasil, onde o turnover ainda pesa no custo operacional, a falta de clareza cultural amplifica o problema. A substituição de um profissional pode custar de metade a até duas vezes o seu salário anual, considerando recrutamento, treinamento e perda de produtividade. Além disso, ambientes sem critérios consistentes tendem a produzir decisões divergentes para situações semelhantes, gerando insegurança nas equipes e inconsistência na experiência do cliente.

Para Marcela Zaidem, especialista em liderança, performance e desenvolvimento organizacional com trajetória em empresas como The Walt Disney Company, Cosan e G4 Educação, a principal falha é tratar cultura como discurso. “Cultura não é clima, nem campanha interna. É o sistema que define como a empresa decide, cobra e entrega quando ninguém está olhando”, afirma. Segundo ela, quando esse sistema não é explícito, cada gestor cria suas próprias regras, o que compromete a eficiência.

Um exemplo prático desse impacto ocorreu no Grupo Delta, empresa sediada em Rio Verde (GO), que enfrentava forte oscilação na experiência do cliente durante seu processo de expansão. “A experiência era do céu ao inferno, dependendo de quem atendia”, relatou o CEO Diogo Paiva. Após um programa estruturado de cultura organizacional sob a liderança de Marcela, a companhia passou a operar com critérios mais claros de decisão e comportamento, reduzindo o improviso e padronizando a atuação das equipes. Segundo Diogo, a mudança contribuiu para um crescimento de 40% no faturamento em apenas três meses.

Para Marcela, resultados como esse não vêm de ações pontuais, mas de consistência operacional. “Quando a cultura vira filtro de decisão, o ruído diminui, a previsibilidade aumenta e a empresa consegue escalar sem perder qualidade”, explica. Ela destaca que cultura forte não significa ausência de conflito, e sim clareza sobre o que é aceitável, o que é inegociável e como a liderança deve agir diante de problemas.

Outro benefício direto é a redução da dependência do chamado “herói”, geralmente o fundador ou um gestor centralizador. “Se tudo precisa passar por uma pessoa para funcionar, a empresa não tem cultura consolidada, tem controle pessoal. Cultura estruturada cria padrão e permite autonomia com responsabilidade”, afirma. Isso acelera respostas, melhora a coordenação entre áreas e sustenta o crescimento sem sobrecarga da liderança.

Diante de um cenário econômico que exige produtividade e previsibilidade, especialistas apontam que a cultura organizacional deve ser tratada como infraestrutura de gestão, assim como finanças ou operações. Mais do que definir valores, o desafio é transformá-los em critérios objetivos que orientem contratação, promoção, cobrança e tomada de decisão. Para os empresários, a conclusão é pragmática: cultura forte não é apenas um diferencial reputacional, é um ativo capaz de impactar diretamente receita, custos e competitividade no longo prazo.

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Lambe Lambe fecha Carnaval com faturamento de R$ 1,8 milhão e alta de 30% nas vendas

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(Os sócios da Lambe Lambe, da esq. para dir.: Peter Bresser, Kalinka Campos, Edson Segundo. Fotos: Letícia Teixeira)

Marca mineira esgotou estoque ainda no sábado de folia e projeta triplicar volume para 2027

A Lambe Lambe encerrou o Carnaval de 2026 com recorde histórico de vendas e faturamento de R$ 1,8 milhão apenas no período da folia. O volume representa crescimento de 30% em relação ao Carnaval de 2025 e consolida a data como o principal motor de receita da marca, responsável por quase 50% do faturamento anual.

O desempenho superou as projeções internas. Já no sábado de Carnaval, a fábrica operava sem estoque disponível. Na segunda-feira, em pontos de venda operados por ambulantes, a lata chegou a ser comercializada por R$ 25, sinalizando forte demanda e margem atrativa ao longo da cadeia.

Para atender à temporada, a empresa havia incrementado a produção em 15% frente ao mesmo período do ano passado, com investimento superior a R$ 1,5 milhão na fabricação de 1,2 milhão de latas destinadas principalmente a Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a oferta não foi suficiente.

(Kalinka Campos, a Kaká. Foto: Yury Oliveira)

“Se tivéssemos o dobro de estoque, teríamos vendido. Para 2027, pretendemos triplicar a quantidade produzida em relação a este ano”, afirma Kalinka Campos, sócia executiva e diretora de Comunicação e Estratégia da marca.

Nesta semana, a operação industrial concentra esforços na recomposição dos estoques para Minas Gerais. Na sequência, o abastecimento será direcionado aos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a marca vem ampliando presença.

Expansão e novos produtos

O Carnaval também marcou um momento estratégico de consolidação e expansão nacional. A empresa lançou dois novos sabores em lata: Manga & Maracujá, versão alcoólica com perfil tropical, e Zen, primeiro drink sem álcool da marca. Os lançamentos reforçam a diversificação de portfólio e ampliam o alcance a públicos com diferentes padrões de consumo.

Criada em Belo Horizonte, a Lambe Lambe construiu sua trajetória apostando em bebidas mistas à base de frutas, com receitas autorais, baixo teor de açúcar adicionado e perfil calórico reduzido. As versões alcoólicas em lata têm menos de 50 calorias por 100 ml, característica que contribuiu para ampliar o público consumidor em contextos de calor intenso e eventos ao ar livre.

O desempenho no Carnaval ocorre em paralelo à nova fase de crescimento da empresa, que passou a competir em visibilidade e volume com marcas mais consolidadas do setor. Parte desse movimento inclui a inauguração da primeira unidade fora de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, na Rua Morais e Vale, na Lapa — uma das principais vitrines de consumo do país. A operação carioca simboliza o avanço da marca para além do mercado mineiro e integra a estratégia de expansão nacional.

Com produção anual superior a 400 mil litros entre barris e latas e faturamento anual em torno de R$ 4 milhões, a empresa projeta acelerar investimentos e ampliar capacidade produtiva para sustentar o novo patamar de demanda.

O Carnaval de 2026 confirma, assim, o ponto de inflexão da Lambe Lambe: de marca regional em ascensão para player nacional em consolidação, com estratégia industrial, expansão territorial e gestão de portfólio alinhadas a ciclos de alta demanda.

Sobre a Lambe Lambe

Fundada em 2019, em Belo Horizonte, a Lambe Lambe é uma marca brasileira de bebidas que reinventou o conceito de hard seltzer a partir do uso de frutas de verdade, extrato de fruta em uma receita exclusiva e combinações autorais. Com foco em inovação, escuta ativa do público e conexão com a cultura urbana, a marca desenvolve bebidas refrescantes, sem conservantes e com identidade brasileira. Hoje, a Lambe Lambe atua em diferentes Estados do país, com operação própria, portfólio em constante expansão e presença em eventos culturais e pontos de venda estratégicos.

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