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Cultura organizacional vira lucro: empresas descobrem que RH pode impactar diretamente o caixa

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“A virada silenciosa: por que cultura virou tema de CEO e conselho?”

_Foto Divulgação / Marcela Zaidem, Fundadora da CNP_

A cultura organizacional deixou de ser um tema abstrato para ocupar um espaço concreto na estratégia financeira das empresas. Em um ambiente de alta competitividade, custos elevados e pressão por eficiência, empresários começam a perceber que boa parte das perdas de margem não está no mercado, mas na forma como as organizações funcionam internamente, decisões desalinhadas, retrabalho, conflitos entre áreas e dependência excessiva de lideranças específicas.

Estudos globais reforçam esse diagnóstico. Levantamentos da CNP (Cultura na Prática) apontam que equipes altamente engajadas podem gerar até 21% mais lucratividade e reduzir significativamente a rotatividade. Já pesquisas da Deloitte indicam que empresas com cultura alinhada à estratégia apresentam desempenho financeiro até 30% superior ao de concorrentes com baixa coesão interna. Na prática, o comportamento organizacional passou a ser variável econômica.

No Brasil, onde o turnover ainda pesa no custo operacional, a falta de clareza cultural amplifica o problema. A substituição de um profissional pode custar de metade a até duas vezes o seu salário anual, considerando recrutamento, treinamento e perda de produtividade. Além disso, ambientes sem critérios consistentes tendem a produzir decisões divergentes para situações semelhantes, gerando insegurança nas equipes e inconsistência na experiência do cliente.

Para Marcela Zaidem, especialista em liderança, performance e desenvolvimento organizacional com trajetória em empresas como The Walt Disney Company, Cosan e G4 Educação, a principal falha é tratar cultura como discurso. “Cultura não é clima, nem campanha interna. É o sistema que define como a empresa decide, cobra e entrega quando ninguém está olhando”, afirma. Segundo ela, quando esse sistema não é explícito, cada gestor cria suas próprias regras, o que compromete a eficiência.

Um exemplo prático desse impacto ocorreu no Grupo Delta, empresa sediada em Rio Verde (GO), que enfrentava forte oscilação na experiência do cliente durante seu processo de expansão. “A experiência era do céu ao inferno, dependendo de quem atendia”, relatou o CEO Diogo Paiva. Após um programa estruturado de cultura organizacional sob a liderança de Marcela, a companhia passou a operar com critérios mais claros de decisão e comportamento, reduzindo o improviso e padronizando a atuação das equipes. Segundo Diogo, a mudança contribuiu para um crescimento de 40% no faturamento em apenas três meses.

Para Marcela, resultados como esse não vêm de ações pontuais, mas de consistência operacional. “Quando a cultura vira filtro de decisão, o ruído diminui, a previsibilidade aumenta e a empresa consegue escalar sem perder qualidade”, explica. Ela destaca que cultura forte não significa ausência de conflito, e sim clareza sobre o que é aceitável, o que é inegociável e como a liderança deve agir diante de problemas.

Outro benefício direto é a redução da dependência do chamado “herói”, geralmente o fundador ou um gestor centralizador. “Se tudo precisa passar por uma pessoa para funcionar, a empresa não tem cultura consolidada, tem controle pessoal. Cultura estruturada cria padrão e permite autonomia com responsabilidade”, afirma. Isso acelera respostas, melhora a coordenação entre áreas e sustenta o crescimento sem sobrecarga da liderança.

Diante de um cenário econômico que exige produtividade e previsibilidade, especialistas apontam que a cultura organizacional deve ser tratada como infraestrutura de gestão, assim como finanças ou operações. Mais do que definir valores, o desafio é transformá-los em critérios objetivos que orientem contratação, promoção, cobrança e tomada de decisão. Para os empresários, a conclusão é pragmática: cultura forte não é apenas um diferencial reputacional, é um ativo capaz de impactar diretamente receita, custos e competitividade no longo prazo.

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Lambe Lambe fecha Carnaval com faturamento de R$ 1,8 milhão e alta de 30% nas vendas

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(Os sócios da Lambe Lambe, da esq. para dir.: Peter Bresser, Kalinka Campos, Edson Segundo. Fotos: Letícia Teixeira)

Marca mineira esgotou estoque ainda no sábado de folia e projeta triplicar volume para 2027

A Lambe Lambe encerrou o Carnaval de 2026 com recorde histórico de vendas e faturamento de R$ 1,8 milhão apenas no período da folia. O volume representa crescimento de 30% em relação ao Carnaval de 2025 e consolida a data como o principal motor de receita da marca, responsável por quase 50% do faturamento anual.

O desempenho superou as projeções internas. Já no sábado de Carnaval, a fábrica operava sem estoque disponível. Na segunda-feira, em pontos de venda operados por ambulantes, a lata chegou a ser comercializada por R$ 25, sinalizando forte demanda e margem atrativa ao longo da cadeia.

Para atender à temporada, a empresa havia incrementado a produção em 15% frente ao mesmo período do ano passado, com investimento superior a R$ 1,5 milhão na fabricação de 1,2 milhão de latas destinadas principalmente a Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda assim, a oferta não foi suficiente.

(Kalinka Campos, a Kaká. Foto: Yury Oliveira)

“Se tivéssemos o dobro de estoque, teríamos vendido. Para 2027, pretendemos triplicar a quantidade produzida em relação a este ano”, afirma Kalinka Campos, sócia executiva e diretora de Comunicação e Estratégia da marca.

Nesta semana, a operação industrial concentra esforços na recomposição dos estoques para Minas Gerais. Na sequência, o abastecimento será direcionado aos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a marca vem ampliando presença.

Expansão e novos produtos

O Carnaval também marcou um momento estratégico de consolidação e expansão nacional. A empresa lançou dois novos sabores em lata: Manga & Maracujá, versão alcoólica com perfil tropical, e Zen, primeiro drink sem álcool da marca. Os lançamentos reforçam a diversificação de portfólio e ampliam o alcance a públicos com diferentes padrões de consumo.

Criada em Belo Horizonte, a Lambe Lambe construiu sua trajetória apostando em bebidas mistas à base de frutas, com receitas autorais, baixo teor de açúcar adicionado e perfil calórico reduzido. As versões alcoólicas em lata têm menos de 50 calorias por 100 ml, característica que contribuiu para ampliar o público consumidor em contextos de calor intenso e eventos ao ar livre.

O desempenho no Carnaval ocorre em paralelo à nova fase de crescimento da empresa, que passou a competir em visibilidade e volume com marcas mais consolidadas do setor. Parte desse movimento inclui a inauguração da primeira unidade fora de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, na Rua Morais e Vale, na Lapa — uma das principais vitrines de consumo do país. A operação carioca simboliza o avanço da marca para além do mercado mineiro e integra a estratégia de expansão nacional.

Com produção anual superior a 400 mil litros entre barris e latas e faturamento anual em torno de R$ 4 milhões, a empresa projeta acelerar investimentos e ampliar capacidade produtiva para sustentar o novo patamar de demanda.

O Carnaval de 2026 confirma, assim, o ponto de inflexão da Lambe Lambe: de marca regional em ascensão para player nacional em consolidação, com estratégia industrial, expansão territorial e gestão de portfólio alinhadas a ciclos de alta demanda.

Sobre a Lambe Lambe

Fundada em 2019, em Belo Horizonte, a Lambe Lambe é uma marca brasileira de bebidas que reinventou o conceito de hard seltzer a partir do uso de frutas de verdade, extrato de fruta em uma receita exclusiva e combinações autorais. Com foco em inovação, escuta ativa do público e conexão com a cultura urbana, a marca desenvolve bebidas refrescantes, sem conservantes e com identidade brasileira. Hoje, a Lambe Lambe atua em diferentes Estados do país, com operação própria, portfólio em constante expansão e presença em eventos culturais e pontos de venda estratégicos.

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XR Advisor chega a São Paulo com nova sede de 1.000 m² e aposta em ecossistema próprio para acelerar pequenas e médias empresas

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Fundo de private equity rompe modelo tradicional de gestão de ativos, incorpora Domínio Financeiro e cria hub empresarial em Alphaville (SP) para conectar capital, governança e geração estruturada de valor

São Paulo, 23 de fevereiro de 2026 – Em vez de salas fechadas e reuniões restritas a investidores, a XR Advisor decidiu abrir as portas. No próximo dia 26 de fevereiro, o fundo de private equity inaugura, em Alphaville (Barueri/SP), uma nova sede de 1.000 m² que funcionará como um ecossistema empresarial voltado à profissionalização e expansão de pequenas e médias empresas. O movimento vai além da mudança física — até então a sede da companhia estava no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma declaração estratégica: a XR consolida um modelo de private equity baseado não apenas em capital, mas em estrutura, execução e inteligência integrada.

Essa nova fase também marca a incorporação da Domínio Financeiro ao ecossistema da XR, ampliando o número de advisors e fortalecendo a atuação do grupo no middle market. Especializada na estruturação financeira e melhoria de performance de pequenas e médias empresas, a Domínio atua na implementação de processos financeiros, definição de indicadores, planejamento estratégico e suporte contínuo à tomada de decisão baseada em dados. Seu método combina tecnologia, inteligência analítica e acompanhamento próximo dos empresários, permitindo que as companhias evoluam de uma gestão financeira reativa para abordagem estratégica orientada à geração de valor e preparação para ciclos de expansão, captação ou consolidação.

O novo espaço foi concebido para integrar, sob o mesmo teto, soluções de governança corporativa, controladoria, finanças, fiscal e tributário, estruturação societária, fusões e aquisições, planejamento estratégico, seguros, consórcios, hunting executivo, captação de investimentos e soluções completas de backoffice. A proposta é oferecer ao empresário suporte contínuo e multidisciplinar para decisões estruturais — e não apenas assessoria pontual em momentos de venda ou crise.

Mas o diferencial está na lógica de atuação. A XR não opera como uma boutique tradicional de M&A cujo objetivo exclusivo é vender a companhia. Seu modelo elimina conflitos de interesse ao colocar “pele em risco” nas operações, participando da construção de valor antes de qualquer decisão estratégica de saída. O foco não é vender a qualquer custo, mas estruturar a melhor alternativa para o empresário — seja crescimento orgânico, consolidação setorial, captação de recursos ou eventual venda, quando isso fizer sentido estratégico.

“A maior carência do empresário brasileiro não é capital, é ambiente e alinhamento estratégico. Muitas vezes ele é abordado por assessores cujo incentivo é concluir uma venda. Nosso modelo é diferente: nós estruturamos, operamos junto e buscamos a melhor alternativa de geração de valor, mesmo que isso não envolva uma venda imediata”, afirma Rodolfo Oliveira, fundador e CEO da XR Advisor.

A sede em Alphaville reforça esse posicionamento. A XR pretende manter agenda semanal de encontros, treinamentos e eventos voltados à geração de negócios, criando a chamada “Confraria XR”: um calendário que inclui desde cursos executivos até experiências de relacionamento entre empresários, investidores e executivos. A proposta é transformar networking em ativo estruturado e contínuo.

Com presença em setores como hotelaria, indústria de alimentos, serviços financeiros, educação, saúde e consultoria, a XR combina aporte de capital com reorganização operacional, estruturação de governança e integração estratégica entre investidas. Sob liderança de Rodolfo Oliveira, a companhia reúne atualmente participações em 26 empresas e amplia sua atuação no middle market com a integração da Domínio Financeiro.

Para Oliveira, o mercado brasileiro vive uma inflexão relevante. “O private equity tradicional aporta capital e aguarda o ciclo de saída. Nós participamos da construção. Colocamos capital, mas também método, time, governança e inteligência complementar. Smart money de verdade exige compromisso operacional.” Em um ambiente empresarial cada vez mais competitivo, com pressão por eficiência, tecnologia e consolidação setorial, a XR aposta que o próximo ciclo de crescimento das médias empresas brasileiras dependerá menos de crédito e mais de acesso a ecossistemas estruturados. “O empresário não precisa apenas de dinheiro. Ele precisa de clareza estratégica, disciplina de execução e conexões certas. Estamos criando um ambiente onde essas três coisas acontecem ao mesmo tempo”, conclui.

Sobre a XR Advisor

A XR Advisor é um fundo de private equity alicerçado em quatro pilares essenciais: private equity, consultoria estratégica, gestão de ativos e governança corporativa. Seu propósito é maximizar resultados e reduzir custos, por meio do smart money e da otimização de pessoas, processos e tecnologia. A partir dessa atuação, é gerada uma transformação que leva a resultados financeiros sustentáveis. Os clientes são apoiados financeiramente e em todo o fluxo empresarial, de acordo com a necessidade, sempre em busca da alta performance. Saiba mais: www.xradvisor.com.br

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Imagem com propósito: como Jéssica Migliorini ressignifica o vestir como ferramenta de comunicação e influência

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Durante muito tempo, a imagem feminina foi tratada apenas como um recurso estético, dissociado de estratégia, identidade e intenção. Hoje, esse olhar vem sendo revisado por profissionais que entendem a imagem como parte fundamental da comunicação pessoal e do posicionamento social. Entre esses nomes, destaca-se Jéssica Migliorini, consultora de imagem e estrategista de posicionamento, que tem contribuído para uma nova leitura sobre o papel da imagem na construção de autoridade feminina.

O trabalho desenvolvido por Jéssica parte do princípio de que o vestir é um ato de comunicação consciente. Cada escolha visual carrega mensagens, símbolos e significados que impactam diretamente a forma como uma mulher é percebida e como ela se percebe. A partir dessa perspectiva, a imagem deixa de ser um elemento superficial e passa a ser compreendida como uma ferramenta de influência, clareza e direcionamento.

Criadora do método Vista-si, Jéssica propõe um processo de alinhamento entre identidade, essência e intenção. A metodologia integra moda, comportamento, comunicação não verbal e inteligência emocional, auxiliando mulheres a construírem uma presença coerente com seus valores e objetivos de vida. O foco não está em tendências passageiras, mas na construção de uma imagem que sustente crescimento, segurança e protagonismo.

Com uma estética clássica aliada a uma visão contemporânea e histórica da imagem feminina, Jéssica Migliorini desenvolveu uma atuação autoral, que respeita trajetórias individuais e contextos pessoais e profissionais. Seu trabalho se diferencia por transformar escolhas visuais em estratégias de posicionamento, fortalecendo a autoconfiança e a autoridade de mulheres em diferentes áreas.

Além da consultoria, Jéssica é criadora do projeto Vestida de História, que conecta imagem, memória e identidade, resgatando a relação entre o vestir e as narrativas que atravessam a vida de cada mulher. Como palestrante, mentora e influenciadora digital, compartilha conteúdos que convidam à reflexão sobre imagem, comportamento e presença consciente.

Ao propor uma abordagem que une estética, estratégia e inteligência emocional, Jéssica Migliorini reforça a ideia de que imagem não é vaidade, mas uma linguagem poderosa capaz de comunicar propósito, fortalecer decisões e ampliar oportunidades.

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