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ESG e Logística: como ser sustentável no seu negócio

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Sustentabilidade no transporte e na gestão logística passa a ser exigência de mercado, pressionando empresas a repensar rotas, combustíveis, cadeia de suprimentos e deslocamentos diários de suas equipes para reduzir custos e impactos ambientais

O tema ESG deixou de ser apenas uma tendência corporativa e passou a integrar o centro das decisões estratégicas das empresas. No setor de logística, essa transformação é ainda mais evidente: de acordo com a consultoria McKinsey, a cadeia de suprimentos pode representar até 80% da pegada de carbono de uma companhia. Esse dado mostra o quanto repensar deslocamentos, rotas e transportes é determinante para empresas que buscam se manter competitivas e atender às crescentes cobranças de investidores e consumidores.

Um relatório da International Energy Agency (IEA) publicado em 2024 reforça esse cenário. O transporte responde por cerca de 24% das emissões globais de CO₂ relacionadas à energia, e grande parte vem do transporte rodoviário, responsável por movimentar mercadorias e equipes em escala mundial. No Brasil, onde mais de 60% da logística depende das rodovias, a pressão por soluções mais sustentáveis se intensifica, exigindo novas estratégias das empresas de todos os portes.

O que significa ESG na logística?

O conceito de ESG (ambiental, social e de governança) aplicado à logística vai além da redução de emissões de gases de efeito estufa. Ele envolve também práticas que asseguram condições de trabalho adequadas, processos transparentes e uso de tecnologias que aumentem a eficiência. Para o setor, a integração desses três pilares tornou-se um diferencial competitivo e uma forma de atrair investimentos.

Empresas que já trabalham com metas de redução de carbono no transporte conseguem negociar melhores contratos com parceiros e até conquistar vantagens fiscais em algumas regiões. A sustentabilidade na logística, nesse contexto, está diretamente ligada à reputação corporativa e ao valor percebido da marca. Mais do que uma exigência regulatória, é uma resposta ao consumidor que cobra práticas responsáveis e busca consumir de empresas que estejam alinhadas às suas expectativas ambientais e sociais.

Processo de ESG da matéria-prima até a entrega

Ao falar de ESG na logística, não se trata apenas do transporte final até o consumidor. O ciclo começa na escolha da matéria-prima utilizada na produção, que precisa ser de origem sustentável, passa pela forma como os insumos chegam ao centro de distribuição e envolve o uso de transportadoras comprometidas com a redução da poluição.

O último elo, a entrega ao cliente, também ganha relevância. Nos grandes centros urbanos, soluções como bicicletas elétricas, veículos híbridos e até drones vêm sendo testadas para diminuir a emissão de carbono. Programas de logística reversa, que permitem o retorno de embalagens e produtos descartados, também fazem parte da estratégia de ESG, já que reduzem resíduos e estimulam a economia circular.

O relatório da Deloitte aponta que 55% das companhias brasileiras já implementaram algum tipo de programa voltado à sustentabilidade em sua cadeia logística, e os resultados vão desde a redução de custos até a melhoria da imagem corporativa.

Gestão de serviços de campo e o ESG

O conceito de sustentabilidade também precisa ser expandido para os times que passam grande parte do tempo nas ruas, como equipes comerciais, de manutenção e de pós-venda. Esses deslocamentos, muitas vezes negligenciados nos cálculos de impacto ambiental, representam uma fatia significativa das emissões corporativas.

Nesse ponto, a tecnologia assume um papel estratégico. Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me, destaca a relevância do planejamento inteligente de deslocamentos: “Com apoio da tecnologia, é possível otimizar visitas, reduzir quilômetros rodados e gerar benefícios tanto para o negócio, quanto para o meio ambiente. A criação de rotas inteligentes por meio de aplicativos de logística torna o deslocamento das equipes mais eficientes e sustentáveis.”, afirma o CEO.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 99% da população mundial respira ar com poluentes acima dos níveis recomendados. No Brasil, o transporte rodoviário ainda é altamente dependente de combustíveis fósseis, responsáveis por 47% da emissão de CO₂ no país. Melhorar a gestão de serviços de campo e reduzir o uso desnecessário de veículos é, portanto, uma medida estratégica para unir eficiência e responsabilidade ambiental.

A importância do Supply Chain no ESG

A cadeia de suprimentos é considerada a espinha dorsal de qualquer negócio, e quando se fala em ESG, ela ganha ainda mais relevância. No setor logístico, analisar todo o processo, desde o fornecedor de matéria-prima até o consumidor final, permite identificar gargalos e pontos de melhoria que impactam diretamente a sustentabilidade da operação.

É no Supply Chain que decisões sobre transporte, armazenagem, fornecedores e rotas são tomadas. Incorporar métricas de ESG nesse processo significa avaliar parceiros sob critérios ambientais e sociais, exigir certificações de origem sustentável e adotar práticas que minimizem desperdícios. Segundo estudo da Accenture, empresas que alinham ESG ao Supply Chain podem reduzir em até 30% seus custos operacionais e, ao mesmo tempo, aumentar a resiliência de suas cadeias.

Outro ponto importante é o uso de ferramentas digitais para tornar a gestão mais transparente. Adoção de aplicativos para logística, sistemas de rastreamento em tempo real e análises preditivas ajudam a planejar rotas, controlar emissões e oferecer relatórios detalhados sobre a sustentabilidade da operação.

Um futuro de logística mais sustentável

À medida que cresce a pressão por responsabilidade ambiental, as empresas brasileiras se veem diante de um desafio que também é uma oportunidade: tornar sua logística mais sustentável sem perder competitividade. A transformação passa pela inovação tecnológica, pela mudança cultural dentro das organizações e pelo engajamento de todos os elos da cadeia.

Ao integrar práticas de ESG em seus deslocamentos, desde a escolha de fornecedores até a gestão das equipes em campo, as companhias não apenas reduzem impactos ambientais, mas também se fortalecem perante consumidores cada vez mais exigentes. A sustentabilidade na logística deixa de ser um diferencial e se torna parte do caminho para construir negócios mais preparados para o futuro.

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Kelinda: uma marca que nasceu do amor de mãe, da fé e do empoderamento feminino

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Créditos da Foto: Divulgação

A Kelinda não é apenas uma marca de cosméticos. Ela é a materialização de um sonho, de uma história de vida marcada por amor, superação, fé e família. À frente da marca está Kelin Barcaro, empresária e mãe, que hoje vive um momento que define como a realização de um propósito maior.


Segundo Kelin, tudo começou muito cedo. Ainda jovem, ela se tornou mãe e criou seus filhos sozinha, com muito amor e da melhor forma que conseguiu naquele momento da vida. Entre desafios, responsabilidades e sonhos, a maternidade sempre esteve no centro de sua jornada — e foi justamente desse vínculo profundo que nasceu a essência da Kelinda.


Quando o amor vira nome, e o nome vira marca
Durante a infância, os filhos de Kelin costumavam brincar com trocadilhos carinhosos envolvendo o nome da mãe. Surgiam apelidos como “Kelinbeque” (em referência ao carro calhambeque), “Kelinguiça”, “Keóculos”, entre tantos outros, sempre em tom de afeto e brincadeira.

Créditos da Foto: Divulgação
Créditos da Foto: Divulgação


Dessas brincadeiras surgiu algo muito maior: Kelinda — uma junção simbólica da frase “Kelin ser linda”. Para os filhos, não havia dúvidas: a mãe era linda, forte e poderosa, independentemente das circunstâncias. Esse olhar de amor foi o ponto de partida para a criação da marca.


Uma marca criada na fé e sustentada pelo propósito
A Kelinda nasce do amor em família e carrega um significado profundo. Para Kelin Barcaro, a marca representa o que Deus está fazendo em sua vida neste momento. Cada produto foi pensado para levar amor, autoestima e empoderamento às mulheres.


Mais do que cosméticos, a Kelinda entrega mensagem, identidade e força. Os produtos foram criados para mulheres de poder, mulheres fortes, determinadas, que carregam histórias, batalhas e conquistas — assim como a própria fundadora.
Linha atual e visão de futuro
Atualmente, a Kelinda conta com uma linha cuidadosamente desenvolvida, que une inovação, praticidade e desejo:
●Mousse de Limpeza Facial
●Gloss Labial com LED e Espelho
●Gloss Labial Tint
●Gloss Labial Shine
●Protetor Facial em Bastão
●Blush 3 em 1

Créditos da Foto: Divulgação
Créditos da Foto: Divulgação

A marca já trabalha em projetos de expansão da linha para 2026, reforçando seu compromisso com crescimento estruturado, inovação e fortalecimento do posicionamento no mercado de beleza.
Beleza que comunica, conecta e transforma
A Kelinda se consolida como uma marca que entende que beleza vai além da estética. Ela comunica histórias, conecta mulheres e transforma percepções. É sobre autoestima, pertencimento e amor-próprio — valores que nasceram dentro de casa e hoje chegam a milhares de mulheres.
Os produtos da Kelinda podem ser adquiridos exclusivamente pelo site oficial:
www.kelinda.com.br

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Evento híbrido movimenta economia e reforça Balneário Camboriú como polo de inovação

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Desafio Jota Racing mostra como experiências que unem esporte, tecnologia e entretenimento geram impacto econômico e ampliam o calendário de grandes eventos no Brasil

Balneário Camboriú deu um passo importante para consolidar sua vocação como destino de eventos inovadores. O Desafio Jota Racing, realizado no Speedway Music Park, mostrou que formatos não convencionais, que misturam esporte, entretenimento e tecnologia, têm força para atrair público, movimentar a economia local e ampliar a visibilidade da cidade no cenário nacional.

A estreia superou as expectativas dos organizadores ao reunir 5.342 pessoas, número acima do projetado. O fluxo intenso de visitantes refletiu diretamente em setores como hotelaria, alimentação, transporte e serviços, reforçando o papel dos grandes eventos como motores da economia regional, especialmente fora dos períodos tradicionais de alta temporada.

O diferencial do Desafio Jota Racing esteve no conceito. Mais do que uma competição automobilística, o evento apostou em uma experiência completa. Corridas com carros de alta performance dividiram espaço com lutas, apresentações musicais, ativações de marcas e um espetáculo tecnológico com drones, que transformou o céu em parte do show. Esse tipo de proposta amplia o tempo de permanência do público no local e diversifica as fontes de receita, beneficiando tanto os organizadores quanto a cadeia produtiva envolvida.

Na pista, o público acompanhou disputas que mantiveram a atenção do início ao fim. Sílvio Morestoni conquistou o primeiro lugar ao volante de um Porsche GT3 RS, seguido por Dudu e Fausto Yukio, ambos com Nissan. A atmosfera foi marcada por luzes, fumaça e o som característico dos motores, criando um espetáculo que dialoga com o entretenimento contemporâneo e com a busca por experiências imersivas.

O evento também apostou na integração de diferentes linguagens. A presença de Acelino “Popó” Freitas em uma luta-exibição no centro da arena simbolizou essa fusão entre esportes, enquanto o show de drones, sincronizado a uma trilha musical composta pelo próprio idealizador Jonathan Neves, reforçou o uso da tecnologia como elemento central da narrativa do evento.

Para Jonathan Neves, conhecido como JJ, o resultado confirma uma tendência clara do mercado. “Ultrapassar a marca de 5.300 pessoas na estreia mostra que o público busca experiências que vão além do formato tradicional. Existe espaço para eventos que misturam velocidade, música e espetáculo”, afirmou.

Do ponto de vista econômico, iniciativas como o Desafio Jota Racing têm impacto que vai além da bilheteria. Elas geram empregos temporários, ativam fornecedores locais, estimulam o turismo e posicionam a cidade como palco de projetos criativos e ousados. Além disso, fortalecem a imagem de Balneário Camboriú como um destino preparado para receber eventos de grande porte, o que pode atrair novos investimentos e futuras edições ainda maiores.

A sensação deixada pela estreia é de largada, não de teste. Ao unir inovação, criatividade e entretenimento em um único formato, o Desafio Jota Racing mostrou que o Brasil tem potencial para desenvolver eventos com identidade própria, capazes de gerar valor econômico e colocar cidades como Balneário Camboriú em destaque no mapa da economia criativa.

Adriana Quintairos

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Dr. Carlos Cedano alerta: sedentarismo pode condenar longevidade e é preciso agora

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Os números não mentem: em 2024 a expectativa de vida ao nascer no Brasil atingiu 76,6 anos, o maior valor já registrado pelo IBGE desde 1940. De acordo com os dados, as mulheres vivem mais que os homens, com uma diferença de mais de 6 anos entre os gêneros. Porém, com o aumento da longevidade é preciso atentar para outro quadro: o cuidado com a saúde, mobilidade e articulações.

Segundo o médico ortopedista, Dr. Carlos Cedano, existe um fenômeno cada vez mais comum em consultórios: pessoas vivendo mais, porém com dores articulares precoces e perda progressiva de mobilidade. O especialista em saúde musculoesquelética alerta que essas limitações raramente surgem de forma repentina na maioria das vezes, são resultado de escolhas e condições acumuladas ao longo da vida.

“Isso é muito variável. Há pacientes que apresentam problemas muito jovens, como sequelas de fraturas, infecções, reumatismo juvenil ou doença de Perthes, que já indicam dificuldades futuras. Mas, na maioria dos pacientes, os problemas de mobilidade vão se mostrar a partir da sexta década de vida”.

Com o avanço da idade, as dores articulares tendem a se tornar mais frequentes e embora o envelhecimento natural contribua para esse cenário, o estilo de vida exerce papel determinante na preservação ou perda da funcionalidade.

O sedentarismo é apontado como um dos principais fatores de risco. “A falta de atividade física regular favorece problemas de mobilidade, principalmente quando associada a outros fatores”, alerta. A ausência de movimento compromete a musculatura, responsável por proteger as articulações e garantir equilíbrio e estabilidade.

A perda de massa muscular, especialmente na maturidade, impacta diretamente a autonomia. “A perda de massa muscular é um fator importante na perda de mobilidade no idoso. Por esse motivo, a prevenção, principalmente com musculação, é muito importante para uma velhice saudável e com qualidade de vida”, destaca o médico.

Outro ponto de atenção é o uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras. “Essa moda é um grande risco. O uso não pode ser feito levianamente, mas com adequada orientação médica e nutricional, sob risco de causar danos”. Ele reforça que, quando indicadas, devem estar sempre associadas a uma dieta com bom aporte proteico e à prática de exercícios de força.

Para identificar a perda de massa magra, existem diferentes métodos. “Desde avaliações mais simples, como medidas biométricas (peso, altura, comprimento de tronco e membros, circunferências e pregas cutâneas), até exames mais precisos, como a bioimpedância e a densitometria DEXA, que hoje é o padrão ouro”, explica. Segundo o especialista, a perda muscular não afeta apenas a mobilidade, mas diversos aspectos da saúde.

Mesmo pessoas sedentárias ainda podem reverter esse quadro. “O sedentarismo é um hábito que precisa ser mudado. Ele aumenta muito o risco de problemas de mobilidade. A prevenção passa, principalmente, pela mudança desse comportamento”, orienta.

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