Qual o limite entre sedentarismo e pausa nos exercícios físicos? É verdade que “músculo tem memória”? Esclareça as principais dúvidas para continuar se exercitando com segurança e avançar nos resultados
Com o fim do recesso de final de ano, e já pensando em estar bem no Carnaval, é comum as pessoas retomarem os cuidados com o corpo. É a chamada volta aos treinos, para não perder o condicionamento adquirido ao longo do ano e, claro, também de olho nos ganhos estéticos, que podem ser resumidos em perda de gordura e ganho de massa muscular. Ainda que haja consciência dessa retomada, algumas dúvidas podem aparecer nesse momento.
Será que ficar duas semanas ou mesmo um mês longe da academia pode ser o primeiro passo para entrar no time dos sedentários que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) representa até 52% dos adultos brasileiros? Não existe um prazo determinado para ser taxado de sedentário, a partir do momento que se adota o ócio total, ainda que seja óbvio que o condicionamento físico vai se perdendo com o tempo de inatividade. “O sedentarismo é determinado pela insuficiência crônica de movimento e não pela interrupção temporária de exercícios físicos”, avisa Emilio Costa, professor de musculação da rede de academias Evoque, que incentiva a volta dos treinos no começo do ano, oferecendo mais de 20 modalidades diferentes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), são considerados sedentários aqueles que não cumprem a meta de duas horas e meia semanais de exercícios físicos – média de 10 minutos por dia. Isso não significa que quem resolveu descansar no fim do ano, após treinar todos os outros meses, seja jogado nesse mesmo balaio. Você já deve ter ouvido falar que “músculo tem memória”, certo? Isso significa que o corpo tem capacidade de assimilar certas adaptações que teve a um determinado estímulo. Ou seja, assim que você retoma os treinos, seus músculos logo se acostumam ao esforço, diferentemente do que ocorre com um iniciante, que está começando do zero. Assim, é mais simples voltar ao condicionamento adquirido no momento da interrupção.
Agora, o tempo exato para voltar à antiga forma depende do nível de condicionamento físico anterior e de fatores como predisposição genética e idade. Geralmente, pessoas mais novas e bem condicionadas conseguem voltar ao ritmo anterior mais facilmente. A melhor notícia, no entanto, é que parar por duas semanas não vai causar tanto prejuízo “A perda é mínima em termos de massa muscular e de condicionamento físico, quando os exercícios físicos fazem parte de uma rotina, por conta da tal memória muscular e das adaptações fisiológicas que o corpo construiu ao longo do tempo”, afirma o professor da Evoque.
Aliás, quando os treinos são contínuos, tirar poucos dias para descansar, como no caso de um feriado prolongado, pode até ser benéfico para a recuperação muscular, minimizando o risco de lesões por esforço. De qualquer forma, a retomada dos treinos exige alguns cuidados específicos, mesmo para aqueles que não faltaram ao treino ao longo do ano.
Na primeira semana, foque mais na técnica de execução dos exercícios. Na musculação, por exemplo, reduza as cargas. Treine sem pressa de pegar o ritmo anterior e aumente gradualmente os pesos e a intensidade à medida que sentir que dá para avançar. Como se fosse um iniciante. A diferença é que você não precisa baixar tanto a carga. Ou seja, começar do zero.
A diminuição da intensidade de treinos na primeira semana de retomada pode ser feita, ainda, com a redução do tempo de atividade. Nos exercícios cardiorrespiratórios (bike e esteira, por exemplo) isso significa também controlar o ritmo do movimento, optando por uma intensidade baixa ou moderada. “Nesse sentido, é sempre bom monitorar o treino através da frequência cardíaca. Na dúvida, peça orientação a um profissional de educação física”, indica Emilio. Aqui também vale a dica de aumentar gradativamente o tempo e ritmo de treino quando se sentir confortável para tal.
Sobre a Evoque. Fundada em 2018, em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, a rede de academias Evoque conta atualmente com 46 unidades e mais de 60 mil alunos em todo país. Trata-se de uma marca em franca expansão, um modelo híbrido, muito bem estruturado e com serviços de excelência, entre academia de bairro e low cost. Tem a vantagem de oferecer diversos tipos de atividades físicas, incluindo artes marciais, dança, treinamento funcional e bike indoor, além de serviços de fisioterapia. academiaevoque.com.br