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Mais que palavras: 10 atitudes masculinas que prejudicam a igualdade de gênero no trabalho e na vida

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Brasil ocupa a 109ª posição entre 146 países no ranking de igualdade de gênero, segundo o Fórum Econômico Mundial

De acordo com o Dossiê Mulheres e Violência, da Agência Patrícia Galvão, 62% das brasileiras consideram o Brasil um país muito machista, revelando uma visão consolidada sobre a desigualdade de gênero. Esse dado ressalta a percepção do machismo como um fenômeno enraizado nas estruturas sociais e econômicas do país, impactando especialmente as mulheres.

Essa realidade é endossada pelo Fórum Econômico Mundial que coloca o Brasil em 109ª posição entre 146 países no ranking de igualdade de gênero (Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2023), evidenciando os desafios nas oportunidades e no desenvolvimento das mulheres.

“Desde a infância, as pessoas são expostas a ideias e valores, culturalmente com bases religiosas diretas e indiretas, que perpetuam essa estrutura. Frases como ‘homem não chora’ e ‘mulher não sabe dirigir’, que vão materializar arquétipos de masculinidade e feminilidade relacionados à virilidade e à inteligência apenas doméstica, reforçam estereótipos de gênero, limitando tanto homens quanto mulheres em sua liberdade e expressão. Esses comportamentos se estendem para o ambiente profissional, acadêmico e até mesmo familiar, afetando diretamente a autoestima, o desempenho e as oportunidades de crescimento das mulheres”, afirma a cientista da religião e Presidente do Ipefem (Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino), Ana Tomazelli.

Impacto da assimetria de gênero no ambiente de trabalho

Dados da McKinsey mostram que apenas 39% das mulheres se sentem valorizadas no trabalho, em comparação a 52% dos homens. Atitudes machistas minam a autoconfiança feminina e perpetuam a desigualdade nas empresas.

Além disso, as mulheres enfrentam desafios para equilibrar a vida pessoal e a carreira. A ausência de políticas de flexibilidade e apoio à parentalidade prejudica especialmente aquelas que são mães, contribuindo para a evasão de talentos femininos e reduzindo a diversidade e inovação nas organizações.

“Avanços têm ocorrido, mas ainda há um longo caminho pela frente. Empresas que investem em treinamentos para educar homens e que oferecem mentorias para mulheres, além de implementar políticas de tolerância zero para discriminação, observam ganhos em produtividade e satisfação no ambiente de trabalho, diminuindo turnover e economizando em gastos médicos com saúde de uma maneira geral. Assim, superar os comportamentos machistas no ambiente corporativo é tanto uma questão ética quanto estratégica – um passo necessário para um futuro mais igualitário e próspero para todos”, destaca Tomazelli.

Machismo estrutural: impacto nas relações cotidianas

Estudos indicam que o machismo não apenas impede o desenvolvimento das mulheres, mas também gera ambientes tóxicos e menos colaborativos. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que atitudes como “mansplaining” e “manterrupting”, comuns em diversos contextos, criam um clima de exclusão e isolamento.

“Esses comportamentos marginalizam as vozes femininas e desvalorizam suas contribuições, o que afeta não só a autoestima das mulheres, mas também a dinâmica das equipes e o desenvolvimento organizacional. Quando uma ideia é subestimada por vir de uma mulher, a inovação e a diversidade de pensamento são prejudicadas, limitando o potencial de soluções criativas e inclusivas”, observa Ana.

A psicanalista acrescenta que romper esse ciclo é fundamental para promover mudanças culturais e educacionais. “Programas educacionais voltados para a equidade de gênero desde a infância e a sensibilização sobre os impactos das assimetrias de gênero são passos essenciais para construir uma sociedade mais justa. Políticas públicas que incentivem a igualdade de responsabilidades domésticas, como licenças parentais compartilhadas, também são vitais para estabelecer uma nova base de relações mais equitativas”, afirma.

Para identificar como o machismo se manifesta em ações cotidianas, a seguir estão 10 atitudes violentas que são frequentemente ignoradas. Conhecer essas práticas é o primeiro passo para combatê-las e promover um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todos.

Algumas ações machistas e tóxicas

1) Manterrupting: Interrupções frequentes e sem função prática, que impedem que uma mulher conclua sua fala ou raciocínio. Cerca de 20% das mulheres relatam sentir-se ignoradas ou negligenciadas por colegas durante reuniões virtuais;

2) Mansplaining: Um homem explica algo óbvio a uma mulher de forma didática, sugerindo que ela não seria capaz de compreender – algumas vezes, inclusive, ele está explicando algo que a mulher domina, ou que, até mesmo, foi criado por ela;

3) TPM Mania: Insinuações de que uma reação ou atitude é influenciada pelo ciclo menstrual, de forma pejorativa, como se faltasse controle emocional por parte da mulher;

4) Bropriating: Apropriação de uma ideia previamente expressa por uma mulher, com o homem levando os créditos pela ideia original, dentro ou fora da empresa. Equivalente ao roubo de propriedade intelectual;

5) Gaslighting: Manipulação psicológica para fazer uma mulher duvidar de sua sanidade mental ou percepção, ainda que ela tenha motivos e razões pragmáticas para agir ou reagir de determinada maneira;

6) Meritocracia masculina: Quando a mulher perde uma oportunidade de promoção ou crescimento para um homem menos qualificado;

7) Filho é coisa de mulher: Desconsideração da mulher em atividades ou oportunidades devido à sua condição de mãe ou intenção de ter filhos, além de não considerar os compromissos parentais na organização de eventos;

8) Lookism: Valor atribuído a uma mulher exclusivamente com base em sua aparência física, com julgamentos sobre roupas, peso e maquiagem que diminuem sua competência profissional. Para 56% das mulheres, o julgamento pela aparência afeta suas oportunidades profissionais (IBGE).

9) Desqualificação emocional: Opiniões ou sentimentos de uma mulher são desvalorizados como “emoções exageradas”, reforçando estereótipos de instabilidade emocional. Segundo o Centro de Liderança Feminina (CLF), 47% das mulheres relatam sentir que suas opiniões são frequentemente desconsideradas no trabalho, quando não se avalia o que causou a reação, mas, apenas, as reações em si;

10) Responsabilidade doméstica exclusiva: Expectativa de que as mulheres assumam todas as responsabilidades domésticas, mesmo trabalhando fora. Segundo a PNAD de 2023, as mulheres brancas dedicam, em média, 20,9 horas semanais às atividades domésticas e as mulheres negras chegam a 26 horas,, enquanto os homens (em geral) dedicam, em média, 11,1 horas, reforçando uma desigualdade nas obrigações de cuidado.

São, principalmente, os comportamentos 07 e 10 que, segundo a professora Claudia Costin, ganhadora do Prêmio Nobel de Economia em 2023, os grandes ofensores da paridade de gênero em casa e que resultam na dificuldade de alcançar a equidade de gênero no mercado de trabalho.

“A garantia de direitos para as mulheres passa, invariavelmente, pelo reconhecimento de deveres dos homens e é isso o que fazemos no Ipefem: falamos com os homens.”, finaliza Ana Tomazelli.

Ipefem
Fundado em 2019, o Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas – Ipefem atua em três pilares, que podem acontecer coordenadamente ou individualmente: pesquisa, educação e terapia. Em Pesquisas, considera-se todas as modalidades técnicas de pesquisa que considerem recortes por gênero, orientação sexual e saúde mental. Em Educação, o instituto tem a Comunidade Ipê, uma plataforma de educação à distância, baseada em Lifelong Learning, dedicada a aulas expositivas e micro conteúdos de impacto. Em Terapia, o instituto já atendeu milhares de pessoas, oferecendo apoio terapêutico individual ou em grupo, podendo ser atendimentos gratuitos ou com valores simbólicos acessíveis. Saiba mais: https://ipefem.org.br/

Ana Tomazelli, psicanalista e Presidente do Ipefem (Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas), uma ONG de educação em saúde mental para mulheres no mercado de trabalho. Mentora de Carreiras, Executiva em Recursos Humanos, por mais de 20 anos, liderou reestruturações de RH dentro e fora do país. Com passagens pelas startups Scooto e B2Mamy, além de empresas tradicionais e consolidadas como UHG-Amil, Solera Holdings, KPMG e DASA (Diagnósticos da América S/A). Mestranda em Ciências da Religião pela PUC-SP e membro do grupo de pesquisa RELAPSO (Religião, Laço Social e Psicanálise) da Universidade de São Paulo, também é pós-graduada em Recursos Humanos pela FIA-USP e em Negócios pelo IBMEC-RJ. Formada em Jornalismo pela Laureate – Anhembi Morumbi.Linkedin/anatomazellibr
Instagram @ipefem

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Entre falésias e o mar, encontro celebra o feminino com experiências de bem-estar, conexão e inspiração

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Em um cenário privilegiado entre falésias e o mar do litoral cearense, o Hotel Santuário das Águias prepara um encontro exclusivo dedicado às mulheres. Com o tema “Donas de Si — Mulheres Diversas”, o evento propõe uma experiência de bem-estar, conexão e inspiração em um dos cenários mais encantadores do Porto das Dunas.

A iniciativa é idealizada pela CEO do hotel, Dellane Barreto, que há oito anos promove encontros voltados à valorização do protagonismo feminino. Ao longo desse período, o projeto reuniu mulheres em momentos marcantes, como sunsets inspiradores, experiências de networking e vivências genuínas de autocuidado.

Para esta edição, a proposta ganha uma programação ainda mais especial. O encontro inclui day use exclusivo, chá da tarde, almoço no domingo, sunset com música ao vivo, além de uma rodada de aprendizados e conexões estratégicas, criando um ambiente propício para troca de experiências, reflexão e fortalecimento de laços entre mulheres de diferentes trajetórias.

O evento também reserva um momento especial de homenagens a mulheres que se destacam por suas trajetórias e contribuições à sociedade. Entre as homenageadas está a primeira-dama do município de Aquiraz, Carla Ibiapina Meireles.

Fonoaudióloga, empresária, vereadora de Fortaleza e primeira-dama de Aquiraz, Carla Ibiapina possui pós-graduação em Saúde Pública, Políticas Públicas e Gestão de Projetos. Há 19 anos é proprietária da empresa Ibiapina Comércio de Alimentos e Bebidas Ltda, conciliando a atuação empresarial com a vida pública e o compromisso social.

Ao longo da carreira, também exerceu o cargo de Secretária de Assistência Social de Aquiraz, período em que o município conquistou, por três vezes, o prêmio de Melhor CRAS do Ceará, além do reconhecimento estadual pelo projeto CRAS Móvel, iniciativa que ampliou o acesso da população aos serviços socioassistenciais.

Como primeira-dama, foi idealizadora de programas importantes, entre eles o NAME — Núcleo de Atendimento Municipal Especializado, que atualmente acompanha cerca de 850 pessoas com deficiência e transtornos do desenvolvimento, fortalecendo de forma estruturada a política de inclusão no município.

Sua trajetória no serviço público inclui ainda atuação como assessora na Casa Civil do Governo do Estado, além de experiências como servidora nos municípios de Eusébio, Paracuru, Guaramiranga e Horizonte. Também prestou serviços à Caixa Econômica Federal, na área de benefícios sociais.

Atualmente, na Câmara Municipal de Fortaleza, Carla Ibiapina atua na defesa de uma saúde pública resolutiva e descentralizada, com foco em políticas voltadas à inclusão, à primeira infância e ao fortalecimento da rede socioassistencial.

Pelo trabalho desenvolvido na área social e na defesa das pessoas atípicas, foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Ceará como mulher de destaque, reconhecimento que reforça sua atuação em prol da inclusão e do cuidado com as famílias.

Mais do que um evento social, a iniciativa reforça o propósito do hotel de promover experiências que valorizam qualidade de vida, sensibilidade e conexão humana. O espaço, conhecido pelo ambiente intimista e pela vista privilegiada do litoral, torna-se o cenário perfeito para celebrar a força e a pluralidade feminina.

As participantes também poderão vivenciar uma experiência completa de hospedagem com uma diária em suíte TPL, ampliando a proposta de bem-estar e imersão no ambiente acolhedor do hotel.

Localizado no coração do Porto das Dunas, em Aquiraz (CE), próximo ao Beach Park, o Hotel Santuário das Águias está situado na Rodovia CE-025, nº 5599, a aproximadamente 19 quilômetros do Aeroporto Internacional de Fortaleza, consolidando-se como um refúgio sofisticado que une natureza, hospitalidade e experiências memoráveis.

Com iniciativas como essa, o Hotel Santuário das Águias reafirma sua vocação para receber encontros exclusivos e vivências transformadoras, consolidando-se como um dos cenários mais especiais do litoral cearense para eventos que celebram histórias, conexões e o protagonismo feminino.

Serviço

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NO SANTUÁRIO

Data: 08 de março de 2026

Um encontro para celebrar histórias reais, trajetórias marcantes e mulheres que inspiram.

Local: Hotel Santuário das Águias

Rodovia CE-025, nº 5599 – Porto das Dunas

Garanta sua vaga:

https://forms.gle/mjhJKfeyTik8Zfzw7

Informações:

(85) 99165-9803 / (85) 98155-1603

As vagas são limitadas para manter a exclusividade e a qualidade da experiência.

Venha viver um dia que pode transformar sua forma de enxergar sua própria jornada.

 

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Negócios

Elas ficaram: conheça 5 empresárias que romperam com a exclusão feminina das posições de liderança no mercado

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(Izabella Lages; Rute Endo; Giselle do Carmo; Priscila Spadinger e Jordana Souza são exemplos de mulheres que resistiram e se destacaram em mercados com forte presença masculina)

Fim da disparidade de gênero no mundo avança em marcha lenta. Brasileiras insistem e ocupam espaços de poder, pressionando por investimento, formação e mudanças culturais

Elas ficaram quando a estrutura social dizia que não era lugar para elas. Em mercados desenhados por e para homens, as empresárias Jordana Souza, Priscila Spadinger, Giselle do Carmo, Izabella Lages e Rute Endo resistiram, conquistaram espaços de liderança e, hoje, ajudam a redefinir o papel das mulheres em diversos setores da economia brasileira. Elas trabalham com gestão e visão estratégica, tecnologia, viagens corporativas, eventos, construção civil e advocacia, e suas trajetórias ganham destaque neste Dia Internacional das Mulheres.

O Global Gender Gap Report 2025, mostra que o mundo ainda avança lentamente na redução da desigualdade de gênero. O estudo avalia quatro dimensões: participação e oportunidades econômicas, nível de escolaridade, saúde e sobrevivência e empoderamento político. Entre os 148 países analisados, o relatório aponta que a disparidade de gênero permanece em 31,2% no cenário global e em 28% no Brasil.

O relatório global de empreendedorismo feminino, GEM Women’s Report 2025, mostra que as mulheres têm 47% mais probabilidade de encerrar seus negócios por motivos familiares ou pessoais do que os homens. Foram avaliados 51 países, incluindo o Brasil.

Mas existem mulheres que não cedem e colocam todos os seus esforços na carreira. Jordana Souza, 36 anos, é cofundadora e diretora de novos negócios da VOLL, maior agência de viagens corporativas digital da América Latina. Saída do interior de Santa Catarina para as grandes cidades e primeira da família a se formar na faculdade, ela conta que “o maior desafio, enquanto mulher, foi acreditar que eu podia ocupar um espaço de protagonismo também no digital”. Só com o tempo ela diz ter aprendido a se posicionar, compartilhar ideias e liderar mudanças com autenticidade. Por isso, fez questão de abrir portas para outras mulheres quando fundou a VOLL, “incentivando que elas ocupem espaços estratégicos na área de dados, produtos e inovação, vendas ou onde elas quiserem”.

A executiva ressalta que, atualmente, 66% dos cargos de liderança da VOLL são ocupados por mulheres. Jordana é peça-chave nessa iniciativa e na conquista de clientes como Itaú, Nubank e iFood — além da Localiza como acionista —, com um total de 850 mil usuários no app de gestão de viagens a trabalho. Pelo impacto da sua atuação no setor, ela entrou para a lista dos 100+ Poderosos do Turismo PANROTAS.

À frente da Aleve LegalTech Ventures, criada para suprir uma lacuna de tecnologia e inovação no setor jurídico, Priscila Spadinger, 44 anos, afirma que “as mulheres são a força motriz da ética e da inovação inclusiva na próxima onda digital”. Especialista em fusões e aquisições (M&A) e investidora anjo, ela já apoiou a venda de uma startup desenvolvida dentro da Aleve e tem outras 11 investidas, avaliadas em R$ 180 milhões.

Priscila conta que utilizou o empoderamento digital para quebrar o ar de ‘arcaico’ e inacessível do Direito e do mundo dos negócios. “Criei plataformas e modelos de gestão que são ágeis, transparentes e que colocam a tecnologia a serviço do empreendedor, não só do grande capital”, afirma. Ela relata, porém, ter lidado com todo tipo de assédio no mundo do trabalho — moral, sexual, intelectual — pelo simples fato de ser mulher. “A transição para o ‘empoderamento digital’ não foi só aprender a tecnologia, mas usá-la como uma ferramenta para legitimar minha voz e minhas decisões”, destaca.

Giselle do Carmo, 36 anos, é sócia-fundadora e CFO da MeEventos, plataforma integrada de gestão de eventos. Ela começou alugando uma cabine fotográfica para eventos, junto ao seu sócio Tiago Ferreira, por meio de um sistema simples. O sucesso da ferramenta fez o negócio crescer e os sócios perceberem que podiam mais, criando, então, a MeEventos como uma plataforma completa para a gestão de eventos, desde a seleção de equipes até o controle financeiro.

Ela observa que as mulheres sempre estiveram presentes nesse mercado, principalmente na organização e na execução, frequentemente na cozinha, na recepção e como promoter. Mas que nos últimos anos elas vêm ocupando mais cargos de liderança e influenciando decisões. “Nós costumamos unir visão prática, sensibilidade com pessoas e atenção aos detalhes, características que são essenciais em um mercado que lida diretamente com experiências”, avalia. Em 2025, a MeEventos faturou R$ 5,8 milhões, R$ 1,8 milhão a mais que o ano anterior.

A empresária aconselha outras mulheres que queiram empreender no setor de eventos: “Trate o evento como um negócio desde o primeiro dia. É um mercado apaixonante, mas que exige planejamento e controle financeiro. Conheça profundamente os custos e os processos. Já vi várias pessoas entrarem nesse mercado com foco apenas na entrega, e acabam tendo dificuldades para crescer ou até para se manter”.

Já o setor jurídico não é tradicionalmente afeito às mulheres. “Como mulher na liderança, enfrentei principalmente o desafio de fortalecer minha autoconfiança em um ambiente predominantemente masculino”, comenta Rute Endo, 43 anos, sócia administradora da Ivan Endo Advocacia, escritório boutique com foco nos Direitos Imobiliário, Tributário e de Família e Sucessão. O escritório fundado por seu pai em 1965, em suas mãos passou por uma modernização — mais de 3 toneladas de pastas físicas foram digitalizadas. E os casos defendidos somam mais de R$ 1 bilhão em tributos economizados e R$ 1 bilhão em patrimônio familiar preservado.

Para ela, as mulheres têm um papel crucial na transformação do setor, pois a diversidade de perspectivas enriquece a forma de interpretar e aplicar as leis, bem como ampliar as abordagens para resolver conflitos jurídicos e questões de negócios. “Tenho orgulho de fazer parte dessa mudança e estar ao lado de advogadas, juízas, procuradoras, promotoras, desembargadoras, ministras extremamente competentes. Aprendo e me inspiro em muitas colegas”, declara.

Izabella Lages, 35 anos, sócia da Arthros Incorporadora, construiu uma trajetória que rompe barreiras em um setor tradicionalmente masculino ao integrar direito, empreendedorismo e associativismo à incorporação imobiliária. À frente da Arthros, consolidou também uma atuação relevante no associativismo industrial, com passagem pela presidência do Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) Jovem e, atualmente, como vice-presidente de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), além de representante da FIEMG no Fórum Nacional de Novos Líderes Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Percebo uma evolução importante no ambiente dos canteiros de obra. Hoje vemos muitas mulheres altamente competentes atuando na construção civil, ocupando posições técnicas e de gestão. O caminho agora é seguir ampliando oportunidades com base em competência, preparo e responsabilidade”, observa Izabella.

Ao longo do caminho, enfrentou desafios comuns de mulheres jovens em posições de liderança, mas não permitiu que isso definisse sua história. “Aprendi que ambientes se transformam não apenas pelo confronto, mas também pela presença qualificada, pela coerência entre discurso e prática e pela capacidade de evoluir junto com o outro. Cada obstáculo foi uma oportunidade de amadurecer, fortalecer minha voz e compreender que liderança se constrói com tempo, escuta, responsabilidade e entrega”, reflete.

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Sinduscon-MG LAB lança trilhas de conhecimento em tecnologia para qualificar lideranças da Construção Civil

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Iniciativa, em parceria com o Órbi ICT, aposta em aprendizado prático e estratégico para impulsionar inovação, gestão e competitividade no setor

Estão abertas as inscrições para a primeira trilha de conhecimento do Sinduscon-MG LAB, novo ambiente criado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em parceria com o Instituto de Ciência a Tecnologia Órbi ICT, para promover aprendizado, inovação e troca de experiências na Construção Civil. A iniciativa oferece treinamentos práticos e estratégicos voltadas à qualificação de lideranças e profissionais do setor no uso de tecnologias aplicadas, com foco em aumentar a competitividade das empresas e gerar resultados concretos na gestão e na operação. A modalidade online para a primeira Trilha do Conhecimento começa no dia 7/3. Já a presencial, inicia no dia 10/3. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site: https://sinduscon-mg.org.br/lab/.

A primeira trilha, “Liderança e Tecnologias Emergentes”, vai levar a lideranças do setor ferramentas e conhecimentos sobre tecnologias emergentes aplicadas à Construção Civil, contribuindo para decisões mais estratégicas, maior eficiência operacional e adoção consistente de inovação nas empresas. O treinamento é direcionado a funcionários de empresas associadas ao Sinduscon-MG e ao público em geral. Associados e membros do Sinduscon-MG Jovem terão condição especial.

As aulas serão ministradas por Tiago Aroeira, CEO e fundador da RECTRIX, com mais de 15 anos de experiência em gestão empresarial. Doutor e mestre em Administração pela UFMG, possui formação executiva em Business Management por Harvard University (2025), Stanford University (2024) e University of California, San Diego (2013). Ele também é professor da Fundação Dom Cabral (FDC), considerada a 10ª melhor escola de negócios do mundo pelo Financial Times (2025), e também atua no MBA da UFPR nas áreas de Data Science, Inteligência Artificial e Machine Learning.

O programa atuará com formação contínua, apoio técnico e conexão direta com startups e soluções desenvolvidas no ecossistema de inovação do Órbi. A proposta é reduzir barreiras para que empresas de diferentes portes incorporem tecnologias como automação de tarefas, análise de dados, modelagem preditiva e sistemas de apoio à decisão.

“O Sinduscon-MG LAB nasce com o propósito de apoiar a modernização da Construção Civil por meio do conhecimento aplicado. O setor vive um momento de transformação, que exige lideranças mais preparadas para tomar decisões estratégicas, incorporar tecnologias e aumentar a produtividade. As trilhas de conhecimento foram estruturadas justamente para oferecer ferramentas práticas que possam ser utilizadas no dia a dia das empresas, fortalecendo a competitividade e contribuindo para um novo ciclo de evolução da construção em Minas Gerais”, diz o vice-presidente de política, relações trabalhistas e direitos humanos do Sinduscon-MG, Felipe Boaventura.

O CEO do Órbi ICT, Christiano Xavier, acredita que o Sinduscon-MG Lab pode ser um marco para a história de Belo Horizonte e do Brasil. “Estamos à disposição para contribuir com todas as transformações necessárias e trazer um radar de novidades e tecnologias emergentes para o setor da Construção Civil”, explica.

O Sinduscon-MG Lab tem três frentes de atuação: o Academy, voltado à capacitação de profissionais e equipes em temas como tecnologia, gestão, inovação e inteligência de mercado; o eixo de Ecossistema de Inovação, que conecta empresas associadas a startups e parceiros tecnológicos do Órbi; e a frente de Inovação Aplicada, responsável por apoiar empresas na implementação de projetos, no uso estratégico de IA e, quando necessário, na busca por recursos e financiamento para soluções inovadoras. Ao longo de 2026, serão oferecidas trilhas formativas, consultorias, mentorias, workshops, desafios de inovação e projetos-piloto com tecnologias emergentes.

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