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Operações multifranquias traz desafios, mas atenua riscos

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(Foto: Divulgação)

Muitos dos desafios dos franqueados podem ser mais bem enfrentados, caso eles busquem adquirir mais unidades ou unidades de diferentes redes para investir e gerir. São os chamados multifranqueados, que já representam 46% dos mais de 58 mil franqueados no mercado brasileiro. e não deixam de cumprir seus compromissos com as franquias, mas procuram aproveitar todos os potenciais de sinergia entre os negócios. Como em toda estratégia, há vantagens e desvantagens, e por isso vamos tratar de como lidar com essa realidade para evitar arrependimentos e para se alcançar o melhor resultado pelo esforço empenhado.

 

A primeira questão a ser avaliada pelo empresário que opta por se tornar um multifranqueado é saber escolher modelos de negócio/ fundadores realmente comprometidos com o sucesso de seus parceiros. Isso significa não apenas oferecer treinamentos e reproduzir o modelo já testado do negócio, mas estar de mãos dadas o tempo todo com o fundador da marca. Quando o próprio franqueador acompanha o processo de compra da franquia e também tem uma participação colaborativa no dia a dia da operação, cresce a confiança nessa rede e as chances de o empreendimento dar certo.

 

É um fator pouco ventilado no mercado, tendo em vista a necessidade das redes de uma expansão rápida. No entanto, quem procura sucesso nesse mercado precisa ficar de olho nas iniciativas e nas ideias do CEO da rede. Observar os passos recentes, bem como o comportamento da rede de franqueados é fundamental para quem tem planos de atuar com multi unidades no franchising.

Em qualquer tipo de adesão a uma franquia, sua capacidade de propor soluções para os problemas do dia a dia é uma questão fundamental. É um fator que precisa ser ainda mais observado, no caso de operações com diversas marcas. Por isso, é aconselhável o investidor verificar se as marcas possuem comitês em que são discutidas propostas de melhorias, inovações e todo tipo de sugestão que venha a aprimorar o funcionamento, a eficiência e consequentemente os resultados.

 

Outro aspecto que precisa ser analisado previamente pelos investidores é sua capacidade de gerir as operações das diferentes unidades. Mais do que se identificar com os produtos ou com as marcas, os franqueados têm que lidar com os fornecedores, controle de estoque, administrar o pessoal, entre outros aspectos. Nisso, a posição de multifranquia pode significar uma grande vantagem. A começar pelo fato de ser visto com mais respeito pelos diferentes públicos de interesse. Se parte dessa gestão for unificada, pode-se também economizar até pelo uso de uma única sede para toda a administração das lojas.

Na prática, o multifranqueado pode também reduzir seus riscos, ao diversificar suas operações. É como no velho ditado: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Como os negócios estão sujeitos a sazonalidades e até a flutuações de faturamento que são inevitáveis, ter frentes variadas vai ajudar a equilibrar o fluxo de caixa e também a margem de lucro.

 

As possibilidades de sinergia entre os negócios são muitas, mas é importante observar as exigências das franqueadoras para não se desrespeitar nenhuma regra. Sem atropelos, até os espaços das lojas podem ser compartilhados, caso haja complementaridade entre os produtos ou serviços, como no modelo store in store. A base de clientes também pode ser usada para alavancar uma unidade nova de uma outra marca.

 

Encarar os desafios de gerir unidades de diferentes marcas não é tarefa fácil, mas pode trazer compensações e, se houver um bom planejamento, proporciona mais segurança e até boas taxas de retorno. Tendo boa disposição para acompanhar e supervisionar as operações em diferentes frentes, a opção pode proporcionar um excelente retorno para o capital investido. Caso se torne um multifranqueado de sucesso, sua única queixa será com relação às ofertas feitas por outras marcas que vão querer também estabelecer parcerias.

 

Rodrigo Chiavenato é diretor da vertical de Franquias da Auddas

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Como escolher toalhas que secam rápido em dias quentes

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Tecidos certos, gramatura equilibrada e bons acabamentos fazem toda a diferença no conforto e na praticidade do dia a dia

Com a chegada dos dias mais quentes, pequenos detalhes da rotina fazem toda a diferença no conforto do dia a dia, e a escolha da toalha certa é um deles. Mais do que maciez ou aparência, fatores como tipo de tecido, gramatura e acabamento influenciam diretamente na velocidade de secagem, na sensação após o banho e até na prevenção de odores indesejados.

Segundo Rafael Salomão, especialista no setor e CEO da Hoomy, em períodos de calor, a toalha ideal vai além da capacidade de absorção. “Em dias quentes, a toalha ideal não é apenas aquela que absorve bem a água, mas a que seca rápido e evita sensação de abafamento. Escolher o modelo certo melhora o conforto após o banho, reduz odores e facilita a rotina, especialmente em casas com pouco sol direto ou uso frequente da toalha”, explica.

Um dos primeiros pontos de atenção, de acordo com o especialista, é o tipo de fio. As toalhas de algodão seguem como as mais indicadas, mas a qualidade do fio faz diferença. “Vale priorizar fios penteados ou de melhor qualidade, que absorvem sem ‘segurar’ água em excesso. Tecidos muito grossos podem parecer mais luxuosos, porém demoram mais para secar. Em climas quentes, o equilíbrio é mais eficiente do que o volume”, destaca Rafael.

A gramatura também é decisiva na escolha. O especialista recomenda modelos entre 350 g por metro quadrado e 450 g por metro quadrado, que oferecem boas absorções, aliadas a uma secagem mais rápida. “Toalhas muito pesadas tendem a acumular umidade, enquanto as muito leves podem não cumprir bem a função. O ideal é buscar uma sensação de maciez sem excesso de densidade”, orienta.

Rafael destaca que outro aspecto importante é o acabamento do tecido. Toalhas com felpa curta ou média secam mais rápido do que aquelas com felpas longas e muito fechadas. “Peças com boa circulação de ar entre as fibras reduzem o tempo de secagem e diminuem o risco de cheiro desagradável”, afirma o CEO da Hoomy.
Por fim, o especialista informa que até a cor da toalha pode influenciar no uso diário. “Tons claros refletem mais calor e costumam secar um pouco mais rápido do que cores escuras, que retêm calor e umidade. Não é uma regra absoluta, mas faz diferença no dia a dia”, conclui.

Escolher a toalha certa, portanto, é uma combinação de conforto, funcionalidade e atenção aos detalhes, especialmente nos dias quentes, quando a praticidade faz toda a diferença.

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Como manter a cama aconchegante mesmo nos dias de calor

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Conforto térmico não depende de peso, mas de escolhas inteligentes de tecidos, ventilação e composição da cama

Com as temperaturas mais altas, garantir noites de sono confortáveis se torna um desafio para muitas pessoas. Ainda assim, é possível manter a cama aconchegante mesmo nos dias de calor ao apostar em escolhas que favoreçam a ventilação, o toque agradável e o equilíbrio térmico, transformando o descanso em um momento de relaxamento, sem excesso de calor.

Segundo Rafael Salomão, especialista no setor e CEO da Hoomy, o conceito de aconchego muda quando o termômetro sobe. “Manter a cama aconchegante durante os dias de calor pode parecer um desafio, mas o segredo está em repensar o que significa conforto. Em temperaturas elevadas, aconchego não vem de camadas pesadas ou tecidos grossos, e sim de leveza, respirabilidade e sensação agradável ao toque. Uma cama bem escolhida pode ajudar o corpo a relaxar e melhorar a qualidade do sono, mesmo nas noites mais quentes”, afirma.

A escolha dos tecidos é um dos principais pontos de atenção. De acordo com o especialista, lençóis de algodão, percal ou malha de boa qualidade permitem melhor circulação de ar e evitam a sensação de abafamento. “Tecidos naturais absorvem a umidade do corpo e ajudam a manter a pele seca, o que faz toda a diferença no conforto térmico. Evitar materiais sintéticos é fundamental, já que eles tendem a reter calor”, explica Rafael.

Outro fator importante está nos travesseiros e cobertas. O especialista destaca que travesseiros com boa ventilação interna e enchimentos respiráveis ajudam a manter a cabeça mais fresca ao longo da noite. “No lugar de edredons pesados, mantas leves ou colchas finas cumprem bem o papel de aconchego sem aquecer demais”, orienta.

A forma como a cama é montada também interfere diretamente na sensação térmica. “Camadas excessivas dificultam a dissipação do calor. Uma cama visualmente leve, com menos volume, transmite sensação de frescor e conforto ao mesmo tempo”, diz o CEO da Hoomy.

Além disso, ele reforça a importância de manter o quarto ventilado antes de dormir, ajudando a equilibrar a temperatura do ambiente e proporcionando noites mais agradáveis mesmo nos dias mais quentes.

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O Novo Multiplicador do PIB: Por que a Governança Financeira é a Fronteira da Produtividade em 2026

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No início deste primeiro trimestre de 2026, enquanto os principais blocos econômicos consolidam seus balanços de produtividade, um debate central ganha urgência fora do circuito acadêmico: a correlação direta entre a literacia financeira e a resiliência das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Enquanto o relatório de competitividade da União Europeia aponta a educação financeira como um ativo de infraestrutura, o Brasil enfrenta o desafio de converter o empreendedorismo de sobrevivência em estratégia de crescimento sustentável.

Para Alessandra Santos Alves Ferreira, executiva do setor financeiro, especialista em governança e cofundadora da associação Multiplicando Sonhos, o cenário global oferece um diagnóstico pragmático. “A diferença entre mercados maduros e emergentes não reside apenas no volume de capital disponível, mas na capacidade cognitiva de gerir esse capital. A alfabetização financeira é o novo multiplicador de valor: ela define quem escala e quem sucumbe à volatilidade”, afirma.

O Benchmark Europeu: Conhecimento como Garantia Colateral

O relatório europeu de 2026 introduz um conceito inovador: a “Resiliência Financeira Sistêmica”. No bloco europeu, a educação financeira para empreendedores deixou de ser vista como um programa social para se tornar uma ferramenta de mitigação de risco de crédito.

“A Europa consolidou o entendimento de que o domínio técnico das finanças pelo gestor é uma garantia colateral tão relevante quanto os ativos físicos da empresa”, observa Alessandra. “Lá, a literacia financeira é integrada aos hubs de inovação para garantir que o capital injetado não seja drenado por ineficiências operacionais. No Brasil, a desconexão entre o ‘saber produzir’ e o ‘saber gerir’ ainda é o nosso maior gargalo de produtividade.”

Brasil: Sofisticação Regulatória e o Desafio da CVM 175

Ao correlacionar o contexto global com o cenário brasileiro, Alessandra destaca que o país vive um momento de inflexão regulatória com a plena maturidade da Resolução CVM 175. Para a especialista, a nova arquitetura do mercado de capitais brasileiro exige que o pequeno e médio empresário saia da “gestão de caixa” básica para a “gestão de ativos estratégica”.

“A sofisticação das regras de transparência e governança imposta pela CVM 175 é um esforço para aproximar o Brasil dos padrões globais, mas ela cria um abismo para quem não possui literacia financeira. Sem o domínio técnico dessas novas camadas regulatórias, o empreendedor brasileiro continua excluído por complexidade, perdendo competitividade frente a players internacionais”, critica Alessandra.

Empreendedorismo como Estratégia, não Lotería

Para a executiva, o custo da ineficiência financeira no Brasil é mensurável em menor produtividade e desperdício de capital humano. Enquanto o plano europeu foca em sofisticação de portfólio para PMEs, o Brasil ainda lida com a mortalidade empresarial precoce por erros de fluxo de caixa e confusão patrimonial.

“Criar um CNPJ é um ato burocrático; sustentar a viabilidade econômica é um ato de governança. O analfabetismo financeiro opera como um freio silencioso: empresas subcapitalizadas e decisões de curto prazo são sintomas de uma base educacional frágil. No agregado, isso se traduz em um risco sistêmico que compromete a resiliência da economia nacional”, resume.

O Custo de não Agir: Uma Agenda de Interesse Nacional

A visão de Alessandra é pouco indulgente quanto à procrastinação dessa pauta. Para ela, a educação financeira deve ser tratada como política de Inclusão Econômica Estratégica.

“Não se combate desigualdade apenas com transferência de renda, mas com a transferência de ferramentas cognitivas para a gestão do dinheiro. O conhecimento financeiro é o que permite ao indivíduo e ao empresário não desperdiçar janelas de oportunidade”, afirma. “A Europa está ajustando suas políticas para 2026 com base nessa premissa. O Brasil precisa entender que a literacia financeira não é um luxo, é a infraestrutura necessária para que o empreendedorismo deixe de ser uma aposta e se torne um motor real de PIB.”

Perfil — Alessandra Santos Alves Ferreira

Alessandra Santos Alves Ferreira é executiva de liderança estratégica no setor financeiro, com trajetória sólida em instituições de importância sistêmica como o Itaú Unibanco, onde atua na governança de orçamentos de alta magnitude (R$ 120 milhões) e eficiência de custos. Especialista em engenharia de governança e cofundadora da Multiplicando Sonhos, possui pós-graduação pela FGV (com distinção acadêmica) e é autora de análises técnicas sobre o marco regulatório da CVM 175. Sua atuação integra o rigor das finanças corporativas ao desenvolvimento de metodologias de educação financeira focadas em produtividade, competitividade e mobilidade social.

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