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Resolução do BC que determina que bancos compartilharão dados entre si para combater fraude tem pontos críticos

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O objetivo da regra, a ser implementada até 1º de novembro, é regulamentar o compartilhamento de dados e informações sobre indícios de fraudes entre as instituições financeiras, com o objetivo de evitar ações criminosas. Mas alguns pontos podem criar mais problemas.

 O Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovaram recentemente norma que pretende reduzir a assimetria de informação no que diz respeito ao acesso a dados e informações utilizadas para subsidiar procedimentos e controles para prevenção de fraudes no ambiente financeiro.

As instituições financeiras e demais empresas autorizadas a funcionar pelo BC terão de compartilhar dados e informações entre si sobre fraudes registradas no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Prevista para ser implementada até 1º de novembro de 2023, a nova resolução, de acordo com especialistas, pode gerar mais dor de cabeça se não passar por uma revisão em determinados pontos.

Fernando Gardinali, sócio do Kehdi Vieira Advogados, lembra que em primeiro lugar, por tratar de compartilhamento de informação sigilosa (assim prevista em lei), essa regulamentação deveria ser feita por lei (talvez por alteração da própria lei de sigilo bancário – Lei Complementar 105/01).

Segundo ele, o compartilhamento dessas informações depende do prévio consentimento do cliente (art. 2º, § 3º: “As instituições de que trata o caput devem obter do cliente com quem possuam relacionamento o consentimento prévio e geral, possibilitando o registro dos dados e das informações de que trata o § 2º que digam respeito ao referido cliente”). Daí surgiria uma questão. “Como a instituição financeira deverá tratar o cliente que não der esse consentimento? Poderá considerar essa negativa como um fator de incremento de risco? Se sim, isso não violaria a LGPD (autodeterminação informacional) ou mesmo a presunção de inocência (art. 5º, LVII, da Constituição Federal)?

Gardinali lembra que João André Calvino, chefe do departamento de regulação do BC, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico que “se o cliente não dá a autorização, acende um alerta. A norma não especifica qual é a ação que deve ser tomada, depende dos controles internos de cada instituição”.

Esse sistema de troca de informações constituirá um gigantesco banco de dados, com informações relevantes sobre fraudes bancárias. Os dados serão oriundos dos agentes privados (instituições financeiras) e a inteligência também será feita pelos agentes privados. De acordo com Gardinali, “guardadas as devidas proporções, será um novo COAF”, pelo volume e relevância das informações. Só que, ao contrário do COAF, que faz a análise das informações (trabalho de inteligência estatal), aqui teremos a análise feita pelas próprias instituições financeiras (trabalho de inteligência privado)”.

Em relação à privatização do trabalho de inteligência, ele questiona que por um lado, pode ser positivo, por representar um incremento da análise (os agentes privados podem dispor de melhor aparato, se comparado com o público). Por outro lado, frisa que pode ser negativo, tanto para o agente privado, porque isso implica maior responsabilidade sobre o agente privado (se a instituição financeira errar na análise, talvez possa ser responsabilizada pelas consequências que essa informação financeira repercutir na atividade de investigação estatal), como para o ente público, que acaba perdendo o controle de uma tarefa fundamental da investigação (que é justamente o trabalho de inteligência)

A resolução ainda prevê que o acesso aos dados e às informações será restrito às instituições financeiras, ao BACEN e às “demais autoridades competentes, nos termos da legislação em vigor” (art. 11). Ele questiona: “Quais são essas autoridades? Polícia, Ministério Público? Esse acesso necessita de autorização judicial?

Outro ponto crítico enfatizado por Gardinali. “Outras instituições financeiras poderão utilizar, externamente, as informações de fraudes que receberem nesse intercâmbio? Exemplificando: se a instituição A verifica que foi vítima de um ilícito praticado pela pessoa X; e se ela verifica nesse sistema que essa pessoa X é suspeita de ter praticado uma fraude na instituição B (que compartilhou essa informação no sistema); a instituição A poderá utilizar a informação que obteve no sistema em uma notícia de crime (ou, de qualquer modo, comunicar esse fato a alguma autoridade)?”.

São pontos críticos ainda não bem elucidados e que mereceriam um olhar mais atento para não gerar problemas futuros.

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Por que simular consórcio de serviço?

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Planejar gastos importantes sem comprometer o orçamento é um dos maiores desafios da vida financeira. Seja para realizar um casamento, investir em educação, fazer uma viagem, reformar a casa ou contratar serviços profissionais, o custo pode ser elevado quando não há organização prévia. Nesse contexto, simular consórcio de serviço se torna uma etapa essencial para quem deseja alcançar esses objetivos de forma planejada, econômica e sem juros.

 

Mas, afinal, por que simular consórcio de serviço antes de contratar um plano? A simulação é uma ferramenta estratégica que ajuda o consumidor a tomar decisões mais seguras e alinhadas à sua realidade financeira. Entenda melhor sobre esse recurso a seguir!

O que é o consórcio de serviço?

O consórcio de serviço funciona de maneira semelhante ao consórcio de bens, como carros e imóveis. Um grupo de pessoas contribui mensalmente para formar um fundo comum, que é utilizado para contemplar os participantes ao longo do tempo por sorteio ou lance. 

 

Ao ser contemplado, o consorciado recebe uma carta de crédito, que pode ser usada para pagar serviços previamente autorizados no contrato.

 

Entre os principais serviços que podem ser contratados com consórcio estão:

 

  • Casamentos e festas
  • Viagens nacionais e internacionais
  • Cursos, graduações e pós-graduações
  • Cirurgias e procedimentos estéticos
  • Reformas residenciais
  • Serviços profissionais e especializados

Por que a simulação é tão importante no consórcio de serviço?

Antes de entrar em um consórcio, a simulação permite visualizar como o plano funcionará na prática. Ela ajuda a entender valores, prazos e possibilidades, evitando decisões impulsivas e surpresas futuras. Entenda como simular pode ser vantajoso na prática:

 

  1. Entender o valor ideal da carta de crédito

 

Ao simular o consórcio de serviço, o consumidor consegue definir o valor de carta de crédito mais adequado ao seu objetivo. Isso evita contratar um plano maior do que o necessário ou insuficiente para cobrir os custos do serviço desejado.

 

  1. Escolher parcelas compatíveis com o orçamento

 

A simulação permite testar diferentes prazos e valores de parcela, ajudando a encontrar uma opção que caiba no orçamento mensal sem comprometer outras despesas.

 

  1. Planejar o momento da contemplação

 

Embora a contemplação não tenha data fixa, a simulação ajuda a criar uma expectativa mais realista sobre o tempo de participação no grupo, além de possibilitar o planejamento de lances para antecipar a liberação do crédito.

 

  1. Comparar cenários financeiros

 

Simular um consórcio de serviço possibilita comparar essa modalidade com outras formas de pagamento, como empréstimos ou parcelamentos no cartão de crédito, deixando claro o quanto o consórcio pode ser mais vantajoso por não ter juros.

Embracon: conte com quem é referência em consórcio de serviços!

A Embracon é uma das maiores e mais tradicionais administradoras de consórcio do Brasil, com ampla experiência e credibilidade no mercado. Seus consórcios de serviços oferecem flexibilidade, planos acessíveis e suporte especializado para ajudar o consorciado a transformar projetos em realidade.

 

Se você quer organizar seus planos com inteligência financeira, simular um consórcio de serviço com a Embracon é o primeiro passo para tomar uma decisão segura e bem planejada.

 

Veja como simular consórcio com a Embracon e descubra como realizar seus projetos sem juros e com muito mais tranquilidade.

 

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Empreendedorismo, superação e autoestima marcam encontro de mulheres em Limoeiro do Norte

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Um encontro voltado ao fortalecimento feminino reuniu mulheres em Limoeiro do Norte, em um evento idealizado pela Dra. Ana Beatriz Bandeira. A iniciativa trouxe temas essenciais sobre autoestima, autocuidado e a força da mulher.

O ponto alto da programação foi a palestra da empresária e CEO do Grupo Spetacollare, Luana Souto, cuja trajetória de vida emocionou e inspirou o público presente. Longe de uma história construída em condições privilegiadas, Luana compartilhou uma jornada marcada por obstáculos, superação e reinvenção.

Durante sua fala, ela relembrou momentos difíceis, incluindo um acidente químico que resultou na perda de quase todo o cabelo, episódio que poderia ter interrompido seus sonhos, mas que acabou se tornando um divisor de águas. A partir dessa experiência, Luana decidiu transformar dor em propósito.

Determinada a reconstruir sua autoestima e ajudar outras mulheres a fazerem o mesmo, buscou formação em Administração e Psicologia, além de se tornar especialista em harmonização capilar, fez o seu próprio Mega Hair (e das amigas) e deu início a um empreendimento que hoje se consolidou como referência no segmento.

Atualmente, o Grupo Spetacollare é reconhecido como o salão número um em avaliações no Google, resultado de um trabalho pautado na excelência e no cuidado com cada cliente. A marca também celebra a expansão com a inauguração de uma nova unidade no Eusébio.

Mais do que empresária, Luana Souto tem o propósito de incentivar mulheres a acreditarem em seu potencial, a ressignificarem suas histórias.

O evento, conduzido pela Dra. Ana Beatriz Bandeira, cumpriu seu propósito ao promover um espaço de acolhimento, troca e inspiração.

 

 

 

 

 

 

 

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Estoque parado custa caro: como a tecnologia cria novos caminhos para gerar receita sem comprometer o posicionamento das marcas?

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Estoque parado é um dos principais desafios do varejo moderno, especialmente em setores com alta rotatividade de produtos, onde as opções mudam rapidamente e o comportamento do consumidor é cada vez mais imprevisível, fazendo com que empresas acumulem itens que imobilizam capital, geram custos logísticos e reduzem a margem de lucro, além de pressionar marcas a realizarem liquidações que podem comprometer seu posicionamento no mercado.

Nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada estratégica ao permitir que empresas transformem produtos encalhados em novas oportunidades de receita, utilizando dados, inteligência artificial e canais de distribuição mais controlados para equilibrar oferta e demanda sem prejudicar o valor da marca e a percepção do consumidor.

Segundo Leonardo Mencarini, especialista em negócios, CEO e Co-fundador da Mercado Único, o estoque parado representa um custo relevante para o varejo. “Itens remanescentes imobilizam capital, geram custos logísticos importantes e criam um custo de oportunidade significativo, já que recursos que poderiam ser reinvestidos em novas coleções, marketing ou expansão acabam presos em produtos de coleções passadas ou itens retornados, e a tecnologia ajuda a reduzir esse impacto ao permitir uma gestão mais inteligente do escoamento”, explica.

Para ele, o principal avanço está na capacidade de conectar oferta e demanda com precisão, já que, com inteligência de dados, é possível analisar histórico de vendas, perfil de lojas, regiões e comportamento do consumidor, identificando contextos em que um produto que não performa no canal tradicional pode ter excelente giro em outro, transformando o que antes era prejuízo em uma nova linha de receita com maior previsibilidade e controle.

Mencarini também ressalta que o maior desafio das marcas é liquidar produtos sem comprometer seu posicionamento, destacando que a chave está na criação de canais controlados e discretos, com regras claras de distribuição, restrições geográficas e curadoria dos compradores, garantindo que os produtos sejam direcionados para pontos de venda compatíveis com o perfil da marca e evitando conflitos com os canais principais, o que preserva o valor e a imagem no mercado.

O especialista ainda afirma que tecnologias de previsão de demanda já são amplamente utilizadas, analisando dados históricos, sazonalidade e comportamento do consumidor, mas alerta que é impossível prever com total precisão a demanda, especialmente em setores que envolvem fatores subjetivos. “Por isso é fundamental que as empresas contem com canais estruturados para absorver esse excedente e manter a operação saudável”, pontua.

Por fim, ele destaca que marketplaces, outlets digitais e vendas estratégicas podem ser soluções eficientes, desde que exista controle, pois canais abertos geram volume, mas também trazem riscos de exposição excessiva e perda de controle sobre preço e posicionamento. “Enquanto estruturas organizadas permitem monetizar o estoque de forma eficiente sem comprometer a imagem da empresa, mostrando que a tecnologia, quando aplicada de forma estratégica, pode transformar o estoque parado em um ativo capaz de gerar receita e fortalecer a sustentabilidade do negócio”, conclui.

(Foto: FreePik)

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